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Mundo

Tensão entre israelenses e palestinos aumenta após morte de garota

media Palestino abriu fogo contra o veículo de uma família no sul de Hebron, causando um acidente fatal nesta sexta-feira (1°). REUTERS/Mussa Qawasma

Desde quinta-feira (30), quatro ataques foram realizados por palestinos contra israelenses, aumentando a tensão na região. A pior das agressões custou a vida de uma adolescente.Nesta sexta-feira (1°), um palestino matou um israelense na Cisjordânia ocupada, poucas horas depois de uma tentativa de ataque contra guardas de fronteira, em uma nova onda de violência palestina.

Segundo um comunicado do exército israelense, um palestino abriu fogo contra o veículo de uma família em uma estrada ao sul de Hebron, causando "um acidente que matou um passageiro e feriu três". Os militares vasculhavam a área nesta sexta-feira "à procura do atirador que fugiu", informou o documento.

No início do dia, uma jovem palestina tentou esfaquear um guarda de fronteira israelense em Hebron. Nenhum soldado ficou ferido no ataque, perto do Túmulo dos Patriarcas, local venerado por judeus e muçulmanos, destacou a polícia. Autoridades da segurança palestina identificaram a agressora como Sarah Taraira, de 27 anos, uma familiar do palestino que esfaqueou na quinta-feira (30) a adolescente israelo-americana no assentamento de Kiryat Arba, perto de Hebron, no sul da Cisjordânia.

Hallel Yaffa Ariel foi morta enquanto dormia. Depois de denunciar um assassinato "horrível", o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou nesta sexta-feira suas condolências ao visitar a casa da adolescente.

O palestino Mohammed Nasser Taraira, de 19 anos, do vilarejo de Bani Na'im, perto de Hebron, também foi morto por guardas hoje. Já na quinta-feira, em Netanya, perto de Tel-Aviv, um palestino procedente de Tulkarem, na Cisjordânia, feriu um homem e uma mulher com uma faca, antes de ser morto por um pedestre.

Barril de pólvora

Hebron, a maior cidade da Cisjordânia e durante muito tempo o centro comercial do território palestino ocupado, se transformou em um barril de pólvora desde que 500 colonos se instalaram no centro histórico, entrincheirados sob proteção militar em uma área cujo acesso está proibido agora aos 200 mil habitantes palestinos.

A cidade, especialmente o túmulo venerado por judeus e muçulmanos, concentra parte da violência que abala desde o início de outubro, os territórios palestinos, Israel e Jerusalém, e que já matou 214 palestinos, 34 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês.

Cerca de 400 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, considerados pela comunidade internacional como ilegais e pelos palestinos como um grande obstáculo para a paz.

Segurança reforçada para o fim do Ramadã

A violência coincide com a última sexta-feira do Ramadã, o mês de jejum muçulmano que termina no início da próxima semana. Em Jerusalém, milhares de policiais foram mobilizados em torno da Cidade Velha, em preparação para o encerramento da celebração na Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado no Islã e o primeiro para os judeus que o chamam de Monte do Templo.

Para evitar possíveis distúrbios, as autoridades israelenses anunciaram que os não-muçulmanos seriam, até o fim do Ramadã, proibidos de entrar na esplanada.

Quarteto para o Oriente Médio pede o fim da colonização israelense

Enquanto o processo de paz entre israelenses e palestinos está paralisado desde 2014, o Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU) publicou nesta sexta-feira em Nova York um relatório apelando Israel pausar sua política de colonização e palestinos a renunciar à violência.

Os assentamentos israelenses, as demolições de casas palestinas e o confisco de terras por Israel "minam a viabilidade da solução de dois Estados" coexistindo pacificamente, considera este relatório. Ao mesmo tempo, o Quarteto considera que a "Autoridade Palestina deve agir de maneira decisiva para parar a incitação à violência e aumentar os esforços para combater o terrorismo".

(Com informações da AFP)

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