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Mundo

Ultranacionalista Avigdor Lieberman é o novo ministro da Defesa de Israel

media Lieberman e Netanyahu durante a cerimônia de assinatura do acordo entre o governo e os ultranacionalistas. REUTERS/Ammar Awad

Após longas negociações, um acordo entre o Likud (partido do premiêr israelense Benjamin Netanyahu) e o Israel Beitenou (movimento ultranacionalista) foi firmado nesta quarta-feira (25), em Jerusalém, e confirmou a integração de Avigdor Lieberman ao governo do país. Líder do partido de extrema-direita, ele passa a ser o novo ministro da Defesa de Israel. Os palestinos temem que sua presença no governo complique ainda mais as negociações de paz.

"Nós somaremos esforços para fazer Israel avançar", declarou Netanyahu durante a cerimônia de assinatura do acordo, no parlamento. Lieberman, por sua vez, prometeu colocar em prática "uma política equilibrada e responsável".

A coalizão permitiu que Netanyahu conquistasse a maioria do parlamento. Antes do acordo com os ultranacionalistas, o premiê tinha a seu favor 61 deputados. Com Lieberman no governo, o primeiro-ministro conta com o apoio de 66 num total de 120 parlamentares.

Para Lieberman, trata-se de um retorno triunfal ao governo. Ele já foi ministro das Relações Exteriores e acabou deixando o cargo por desentendimentos com o premiê. O retorno na pasta da Defesa, posto considerado estratégico, reforça seu poder.

“Cortar árabes em pedacinhos”

No entanto, sua nomeação preocupa. Alguns críticos alegam que Lieberman não tem experiência em assuntos militares, como o antigo ministro da Defesa, Moshe Yaalon, que foi chefe do Estado-Maior do Exército.

Além disso, Lieberman também é conhecido por seus posicionamentos extremistas e declarações polêmicas. Em uma ocasião, ele chegou a prometer que iria "cortar em pedacinhos os árabes desleais", além de classificar o presidente palestino Mahmoud Abbas de "diplomata terrorista".

O político é chamado de "czar" e "Rasputim" pela imprensa local em função de seu comportamento autoritário e suas origens, já que ele nasceu na Moldávia, país que fazia parte da antiga União Soviética.

Agravamento das relações de paz

Lieberman é detestado pelos palestinos e a situação que já é tensa entre as duas partes corre o risco de piorar com a chegada dos ultranacionalistas ao governo. Antes de deixar o cargo na semana passada, Yaalon denunciou que "elementos extremistas e perigosos" estão sendo colocados em prática no país.

Em Ramallah, Saëb Erakat, número dois da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), disse que o novo governo representa "uma verdadeira ameaça de instabilidade e de extremismo na região".
 

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