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Psicólogo paulista promove projetos de paz em Israel

Psicólogo paulista promove projetos de paz em Israel
 
O psicólogo brasileiro naturalizado israelense, Davi Windholz fundou a Ong “Alternative for Peace”. Daniela Kresch/RFI

O psicólogo brasileiro naturalizado israelense Davi Windholz, de 60 anos, está se destacando em Israel entre ativistas que desenvolvem iniciativas de convivência pacífica entre israelenses e palestinos. Windholz, morador da cidade de Naharyia, no norte do país, fundou, em 2008, o centro “Alternative for Peace” (Alternativa para a Paz, em português), que desenvolve projetos como colônias de férias conjuntas com crianças judias e árabes.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

Este ano, por exemplo, ele deve reunir nada menos do que 400 crianças de 11 a 14 anos em acampamentos de até duas semanas durante as férias escolares (em julho e agosto, no Hemisfério Norte) em vilarejos em Israel e nos territórios palestinos.

“O objetivo da Ong é reunir crianças judias, árabes, muçulmanas, cristãs, drusas, israelenses e palestinas, para criar um contato entre elas para e romper com estereótipos”, diz Windholz.

A Ong do psicólogo paulista, que mantém três funcionários fixos mas trabalha com mais de 60 profissionais durante as colônias de férias, também realiza atividades de apenas um dia com mais de 10 mil crianças árabes e judias mais jovens, a partir dos 6 anos de idade. Nessas atividades, diz Windholz, eles aprendem a considerar o outro como seu semelhante.

“Nós acreditamos que quanto mas cedo nós trabalharmos com as crianças, maiores possibilidades nós teremos de criar uma reação de igual para igual”, afirma o psicólogo, que é casado, pai de três filhos e mora em Israel desde 1973.

Gilberto Gil e Caetano Veloso

Davi Windholz também trabalha com pacifistas israelenses e palestinos reconhecidos. Em 2015, por exemplo, ele realizou um encontro, em Tel Aviv, entre ativistas e os cantores brasileiros Gilberto Gil e Caetano Veloso, que fizeram uma polêmica apresentação na cidade. No momento, ele também tenta criar uma rede de centros culturais bilíngues, com atividades em árabe e hebraico para crianças, jovens e adultos.

“A minha ideia é criar algumas dezenas desses centros em Israel e na Palestina. Cada centro, para ser criado, precisa de mais ou menos US$ 70 mil dólares. Então, nós estamos tentando buscar em torno de US$ 500 mil a US$ 1 milhão para poder fazer um projeto grande”, informa.

Ser brasileiro, para ele, ajudou em sua concepção da paz no Oriente Médio. Segundo Davi Windholz, os brasileiros têm uma “característica de pluralismo” e uma “alegria” instrínsecas, que ajudam a pensar num futuro com mais tolerância numa região repleta de conflitos.

Em conjunto com a Embaixada do Brasil em Tel Aviv e a Representação Brasileira em Ramallah, na Cisjordânia, ele criou uma comissão de judeus israelenses e árabes palestinos que têm um detalhe em comum: são brasileiros. A primeira reunião foi um sucesso, de acordo com Windholz. “No encontro, a gente sentiu exatamente isso: a ‘brasileiridade’ nossa foi uma ponte de aproximação entre judeus e palestinos”.


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