Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 22/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 22/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 22/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 22/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 22/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 22/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Bombardeios de Israel em Gaza elevam temores de nova guerra

media Enterro de mulher morta por bombardeios na quinta-feira foi marcado pela emoção em Gaza. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Israel realizou nesta sexta-feira (6) novos bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza, em resposta a tiros de morteiro do movimento islamita Hamas. Foram os enfrentamentos mais graves neste enclave palestino nos últimos dois anos, que suscitam o temor de outra guerra.

Os confrontos ocorrem pelo terceiro dia consecutivo e são os mais intensos desde o conflito devastador na Faixa de Gaza de julho e agosto de 2014. Este é o primeiro confronto direto entre o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e o exército israelense desde a última guerra.

Nesta sexta-feira, a aviação israelense bombardeou o norte e o sul do território, controlado pelo Hamas, respondendo a tiros de morteiro palestinos contra seus soldados instalados na fronteira.

Os aviões atacaram inicialmente Beit Lahya, no norte, e depois várias posições utilizadas pelos grupos armados em Juzaa, no sul, segundo testemunhas, que não souberam informar se as bombas causaram vítimas. Nos bombardeios da véspera, uma palestina de 54 anos foi morta, segundo fontes médicas palestinas. É a única morte até agora.

Segundo o exército israelense, houve somente uma operação contra uma posição do Hamas, em resposta aos tiros de morteiro palestinos dirigidos a seus soldados, situados na barreira de segurança que fecha hermeticamente o território. Trata-se da quarta operação deste tipo desde quarta-feira, quando se iniciou a mais de uma dezena de disparos de obuses palestinos, até agora, segundo uma contagem do exército. Nesta barreira, os soldados israelenses tentam descobrir túneis pelos quais os combatentes palestinos poderiam se infiltrar em Israel.

Gaza ainda se recupera do trauma da guerra de 2014

Gaza teve três guerras em seis anos e que ainda não se recuperou da última. "Temos medo. Está claro que a guerra está começando. Há muitos confrontos, exatamente como antes da última guerra", disse à AFP Alaa Abu Zaki, de 24 anos, pai de um menino de três, que vive na fronteira norte da Faixa.

"Tememos por nossas casas e nossas crianças, porque as bombas não distinguem entre os civis e a resistência", declara Hanan Akkaui, de 53 anos, mãe de família no oeste do território. "Os judeus querem a guerra e a situação é insuportável", acusa Mohanad Ghaban, de 24 anos. "Não temos nem eletricidade, nem cimento, nem água. Morremos pouco a pouco e mais vale morrer de um golpe em uma guerra", observa.

Do outro lado da fronteira, no kibutz israelense de Kerem Shalom, Amit Caspi admite também ter "medo da próxima guerra" e declara que pensa em ir embora. "Durante a noite, há esse ruído dos morteiros, dos bombardeios, dos aviões", queixa-se Jehan Berman, outro habitante do kibutz, próximo a um local onde o exército afirma ter descoberto vários túneis.

Túneis continuam sendo construídos

Os túneis foram uma das armas mais eficazes e temidas dos combatentes palestinos em 2014. O exército israelense disse, na época, ter destruído mais de 30.

O próprio Hamas proclama continuar construindo túneis e o exército israelense continua tentando descobri-los e destruí-los. Segundo o Hamas e seu braço armado, os soldados israelenses entram no território de Gaza e violam, assim, a trégua.

O exército israelense admite que atua no interior do território palestino, em uma faixa de 100 metros, mas assegura não ter "nenhum interesse" em uma escalada militar. Nesta sexta-feira, reafirmou sua determinação de combater "o diabólico plano do Hamas de se infiltrar nas comunidades israelenses".

Com informações da AFP
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.