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Mundo

Boko Haram divulga vídeo de estudantes dois anos após sequestro na Nigéria

media Familiares das vítimas protestaram nas ruas da Nigéria, dois anos após sequestro REUTERS/Akintunde Akinleye

O grupo extremista Boko Haram divulgou nesta quinta-feira (14) um vídeo de algumas das estudantes sequestradas na Nigéria em 2014. As imagens foram reveladas no mesmo dia em que familiares das reféns manifestaram nas ruas de Chibok para relembrar os dois anos do rapto.

A gravação mostra cerca de 15 jovens cobertas com um hijab preto, que se apresentam, relatam que foram sequestradas pelo grupo extremista e dizem que o vídeo data de 25 de dezembro. As adolescentes foram identificadas por colegas e parentes como integrantes do grupo que foi sequestrado na madrugada do dia 15 de abril de 2014, quando homens armados do Boko Haram invadiram os dormitórios da escola e capturaram 276 meninas.

O vídeo é o primeiro que permite estabelecer que algumas jovens raptadas ainda estariam vivas. O ministério nigeriano da Informação avaliou que as reféns "não pareciam estressadas, mas mudaram um pouco sua aparência física".

Os parentes das 219 jovens ainda desaparecidas – 57 conseguiram escapar após o sequestro – convocaram um encontro para esta quinta-feira diante da escola onde as adolescentes foram capturadas. Diversas manifestações também foram organizadas durante a semana para pedir novamente libertação das menores.

Em Lagos, a capital econômica da Nigéria, foram realizadas vigílias de oração na noite de quarta-feira, onde foram expostos os nomes e as fotos das reféns. "Queremos mostrar às famílias que elas não estão sozinhas. Compartilhamos sua dor e estaremos a seu lado até a volta de suas filhas", declararam os organizadores.

Escravas sexuais e bombas humanas

As meninas de Chibok são as vítimas mais conhecidas da insurreição do grupo Boko Haram, que utiliza com frequência o sequestro como arma de guerra. Segundo as ONGs que militam pelos direitos humanos, milhares de mulheres e meninas foram sequestradas desde o início do conflito.

O Boko Haram as transforma em escravas sexuais ou mulheres-bomba. Já alguns adolescentes e adultos são alistados à força para combater com os rebeldes que querem instaurar um Estado Islâmico no nordeste da Nigéria.

(Com informações da AFP)

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