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Mundo

Cinco anos após Fukushima, 2,5 mil pessoas seguem desaparecidas

media Um minuto de silêncio foi observado na cidade de Minamisanriku, em memória das vítimas do terremoto que atingiu o Japão em 2011. 11 de março de 2016. REUTERS/Kyodo

Nesta sexta-feira (11), os japoneses lembram o aniversário de cinco anos do terremoto de 9 graus de intensidade, seguido de um tsunami, que devastou o nordeste do Japão. Mais de 15 mil pessoas morreram na tragédia e 2,5 mil continuam na lista de desaparecidos. Além do desastre natural, houve o problema com a usina de Fukushima, que sofreu graves danos quando o tsunami atingiu as suas instalações, causando o segundo pior acidente nuclear da história.

Ewerthon Tobace, correspondente da RFI no Japão

O clima na região atingida pelo tsunami é ainda de muito tristeza. Desde a semana passada, diversos eventos, cerimônias e especiais na televisão e na mídia impressa já lembravam que o aniversário de cinco anos da tragédia estava para chegar.

Em Ishinomaki, na província de Miyagi, uma das cidades que foi praticamente devastada pela onda gigante, foram realizadas cerimônias durante o dia todo. Os eventos contaram com a presença em massa dos moradores locais.

Entre eles, havia um brasileiro, o Norberto Shinji Mogi, que foi prestar sua homenagem às vítimas. Ele trouxe algumas flores, que jogou no mar em memória daqueles que não foram encontrados ainda. Mogi faz parte dos milhares de voluntários que foram a esta região ajudar na limpeza das casas e na distribuição de doações aos sobreviventes.

Processo de recuperação das cidades ainda não terminou

O Japão é um país organizado e muito já foi feito. Mas ainda há muitos problemas para serem resolvidos. Um deles é a grande quantidade de pessoas que seguem vivendo em casas provisórias. Segundo dados do governo, cerca de 59 mil moradores das províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima continuam em abrigos temporários.
Os 46 municípios afetados pelo tsunami trabalham na reconstrução da infraestrutura e na construção de novas casas, mas em muitos lugares, que antes eram conglomerados de residências, há espaços completamente vazios. A grande dificuldade é encontrar terrenos adequados, em regiões mais altas, para a construção das casas, além do processo burocrático de liberação do financiamento e também de encontrar mão de obra.

Uma pesquisa do governo revelou que a grande maioria dos municípios não vai conseguir concluir os trabalhos até o final de 2019.

Dos 46 municípios consultados pela agência de notícias Kyodo, 17 não fizeram qualquer prognóstico sobre quando os moradores poderão regressar às suas casas. Entre eles, estão 11 cidades da província de Fukushima, onde também há pelo menos 100 mil pessoas que foram evacuadas das áreas onde viviam, por causa da contaminação radioativa decorrente do danos causados pela onda gigante na usina nuclear de Fukushima.

Apenas 10% do desmantelamento da central nuclear foi concluído

Este é outro grande problema que os japoneses enfrentam. Nestes cinco anos de trabalho intenso de desmantelamento da central nuclear, apenas 10% foi concluído. A Tepco, empresa responsável pela usina, trabalha agora na retirada das barras de combustível fundidas dos reatores 1, 2 e 3. Até agora, a preocupação era a água altamente radioativa que estava acumulada na usina e, que segundo a empresa, está sob controle.

Para esta próxima fase, a Tepco trabalha no desenvolvimento de robôs, pois somente máquinas poderão entrar na estrutura desses reatores por causa dos níveis mortais de radiação. Segundo a empresa, o desmantelamento total da central irá durar de 30 a 40 anos.

Japoneses ainda temem radiação

Um grande grupo de moradores dos municípios evacuados num raio de 50 quilômetros da usina tem medo de retornar para suas casas. E o governo japonês já anunciou que, a partir do ano que vem, vai começar a retirar a ordem de evacuação das sete cidades.

Esse grupo diz que as autoridades estão mentindo sobre a contaminação. Porém, o governo alega que tem monitorado a saúde dos habitantes locais e também conduzido medições e estudos para garantir a segurança dos japoneses.

Além disso, outro grupo que sofre com o problema da usina é o de agricultores e pecuaristas, que não consegue comercializar seus produtos, mesmo com o controle rigoroso do governo sobre esses alimentos. Uma recente pesquisa da Agência de Assuntos dos Consumidores mostrou que 20% dos japoneses evitam comprar produtos de Fukushima por medo da contaminação radioativa.

Linha Direta 11/03/16 11/03/2016 Ouvir

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