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Mundo

Voo MH370: dois anos depois, o mistério continua

media Familiares de passageiros do voo da Malaysia Airlines MH370 que desapareceu em 2014, protestam em frente do Templo Lama em Pequim, China, 08 de março de 2016. REUTERS/Kim Kyung-hoon

Há exatamente dois anos, um Boeing 777 da companhia aérea da Malaysia Arilines decolava do aeroporto de Kuala Lumpur, às 00h41, com 239 pessoas a bordo, em direção a Pequim. Uma hora depois, o aparelho desapareceu dos radares. A Malásia lançou uma operação de resgate sem precedentes, mas, de acordo com uma nota publicada nesta terça-feira (8), o desaparecimento continua um mistério total.

A equipe de especialistas internacionais dirigida pela Malásia para tentar elucidar o caso publicou um relatório provisório, mas as poucas informações do documento não trazem revelações que possam explicar aos familiares das vítimas as circunstâncias do sumiço da aeronave.

"Até o momento, não foram encontrados destroços do MH370, apesar das buscas contínuas no sul do Oceano Índico", diz o documento.

Nos últimos dois anos, investigadores não têm sido capazes de revelar alguma informação que permita esclarecer um dos mais misteriosos sumiços da aviação civil. As autoridades garantem que não perdem as esperanças de encontrar destroços do avião.

"As operações de buscas em curso devem terminar esse ano e manter as esperanças de que o MH370 seja encontrado", declarou o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, em um comunicado.

Familiares acreditam poder encontrar as vítimas com vida

Se as buscas no Oceano Índico não derem resultado, autoridades malaias, australianas e chinesas vão se reunir para determinar o futuro das investigações.

A Austrália dirige as investigações no sul do Oceano Índico, em uma área de 120 mil quilômetros quadrados, equivalente à superfície da Nicarágua. "As buscas vão prosseguir nos próximos dias e meses nos 30 mil quilômetros quadrados que faltam. A Austrália, Malásia e China esperam que o avião seja encontrado", afirmou em um comunicado o ministro australiano dos Transportes, Darren Chester. "Encontrar o avião permitirá das respostas ao mundo todo, especialmente às famílias que perderam seus entes queridos", afirmou.

Em Pequim, cerca de 20 familiares das vítimas se reuniram em um templo budista para rezar e leram uma declaração exigindo a continuidade das buscas e das investigações.

Segundo a correspondente da RFI em Pequim, Heiki Schmidt, o caso é um "pesadelo sem fim", para os familiares e próximos das vítimas. Dai Shuqin, que perdeu cinco membros de sua família, mantém as esperanças de encontrá-los, apesar de tudo: "Todos os dias, presto minhas condolências em frente ao escritório da Malaysia Airlines. Eles nos tratam de maneira brutal, e nos ignoram. Mas nós não pudemos rever os passageiros, nem vivos nem mortos. Exigimos explicações. Estamos extremamente preocupados. Nosso sofrimento vai além do que um ser humano possa suportar".

Zhang Yongli foi ao templo com uma camiseta com a frase inscrita "Diga-nos a verdade sobre o voo MH370". Ele também se recusa a acredita que seus familiares estejam mortos: "Nos nós sentimos impotentes. Ninguém se responsabiliza pelo caso. Ninguém diz alguma coisa de concreto. O desaparecimento do avião aconteceu na Malásia, então, o governo malaio é o responsável. Nós acreditamos que o avião não caiu e os passageiros estão vivos. Não vamos desistir de pedir que nos tragam eles de volta".

Dai Shuqin e Zhang Yongli se recusam a aceitar o equivalente a R$1,5 milhão de indenização proposta pela Malaysia Airlines às famílias. Até o momento, apenas 42 familiares das 153 vítimas chinesas foram indenizadas.

Familiares de passageiros do voo da Malaysia Airlines MH370 que desapareceu em 2014, protestam em frente do Templo Lama em Pequim, China, 08 de março de 2016. REUTERS/Kim Kyung-hoon TPX IMAGES OF THE DAY

Hipóteses não confirmadas

Os esforços para localizar os destroços do avião não deram resultado e a falta de novas pistas fizeram as autoridades anunciarem o fim das operações até julho. Os familiares rejeitam essa hipótese.

As especulações sobre os motivos para o sumiço do voo MH370 se concentram em torno de uma falha mecânica ou estrutural, de um sequestro ou de um ato terrorista. Mas, por enquanto, nenhum indício aponta para uma dessas hipóteses.

Até o momento, um único destroço foi encontrado em julho do ano passado na ilha francesa da Reunião, no Oceano Índico. Segundo autoridades francesas e malaias, o objeto pertence ao Boeing 777 da Malaysia Airlines. Outros dois destroços foram encontrados recentemente, mas ainda devem ser analisados para determinar se pertencem de fato ao voo MH370.

 

 

 

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