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Mundo

10 proibições surpreendentes que ainda afetam as mulheres em 2016

media Mulheres ainda sofrem muitas proibições pelo mundo unwomen.org

Nesta terça-feira (8) se comemora o Dia Internacional das Mulheres. Apesar de ter conquistado muitos direitos, as mulheres ainda sofrem com diversos tipos de proibição em vários países.

1. Iêmen: proibido sair de casa sem permissão

De acordo com a lei, uma mulher casada é obrigada a viver com o marido e nunca deve sair de casa sem sua aprovação. Existem poucas exceções, como casos de emergência ou de visita aos pais, se estiverem doentes.

2. Arábia Saudita e Maldivas: vítimas de estupro podem ser punidas

Além de não conseguir proteger as vítimas de estupro, alguns países, como a Arábia Saudita, punem essas mulheres por terem saído de casa sem a presença de um homem. Nas Maldivas, uma adolescente de 15 anos, que tinha sido estuprada, foi considerada culpada de "fornicação" e condenada inicialmente a oito meses de prisão domiciliar e a 100 chibatadas. O veredicto acabou sendo cancelado.

3. Brasil: o aborto é autorizado apenas em casos bem definidos

Com o aumento dos casos de microcefalia vinculados ao zika vírus, o debate sobre a legalização do aborto foi reaberto. É legal abortar apenas quando a gravidez representar um risco à vida da gestante ou quando a concepção for resultado de um estupro. O ministro da Saúde Marcelo Castro (PMDB-PI) chegou a falar para as mulheres não engravidarem: “Sexo é para amador, gravidez é para profissional”.

4. Somália: proibido usar sutiã

Desde 2009, as mulheres somalis que usam sutiã estão sendo chicoteadas em público pelo grupo radical islâmico Al Shabaab. Elas são acusadas de violar as leis do islã por enganar outras pessoas sobre o estado natural dos seios e por provocar desejo sexual.

5. Marrocos: vítima de estupro pode ser forçada a se casar com agressor

Em 2012, Amina, uma marroquina de 16 anos, cometeu suicídio depois que um juiz a sentenciou a se casar com seu suposto estuprador, de acordo com uma lei que invalida as acusações de estupro caso as partes decidam se casar.

6. Irã: 77 cursos universitários são proibidos às mulheres

Biologia e literatura inglesa fazem parte dos cursos que as mulheres não podem escolher em 36 universidades do país. Por quê? Um diretor acadêmico avaliou que essas não são disciplinas adequadas à natureza feminina.

7. Arábia Saudita: mulheres não podem dirigir

Se as mulheres não podem dirigir é simplesmente porque “a condução afeta os ovários”, afirmou um líder religioso. “A maior parte das mulheres que dirige carros de maneira repetitiva produz crianças que sofrem de distúrbios clínicos”, adicionou.

8. Suazilândia: proibido vestir calça

Nesse pequeno país africano, última monarquia do continente, usar calças é considerada uma forma de desrespeito. Recentemente uma mulher foi proibida de participar de uma eleição porque vestia calças. Uma lei parisiense parecida autorizava mulheres a usar calças apenas se tivesse uma autorização da polícia. A lei datava de 1800 e não tinha mais poder jurídico, mas foi cancelada oficialmente apenas em 2013.

9. Estados Unidos, Arkansas: homem pode bater na esposa uma vez por mês

A lei faz parte de um conjunto de velhos textos misóginos que não são mais aplicados na prática. Na Carolina do Norte, mulheres precisam estar cobertas com pelo menos 15 metros de tecido. Em Michigan, os cabelos da mulher pertencem ao marido.

10. Emirados Árabes Unidos: sem direito a herança integral

O cálculo de heranças pode ser bastante complicado nos ricos Emirados Árabes Unidos, mas a mulher sai sempre perdendo, já que a sua parte na divisão será sempre menor que a do homem. Os Emirados também dificultam bastante a vida da mulher que quer se divorciar, prevendo poucos casos em que a separação pode ser ser solicitada.

Correção: originalmente, constava neste artigo a proibição, no Afeganistão, do uso de maquiagem e do salto alto, o que não acontece no país, onde o regime pós-Talibã garante maior liberdade às mulheres.

Colaboração: Tatiana Marotta, especial para RFI

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