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Mundo

Netanyahu acusa Ban Ki-moon de "incentivar o terrorismo"

media O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em foto de arquivo. Gali Tibbon/AFP

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou nesta terça-feira (26) a continuação da colonização israelense na Cisjordânia ocupada e exigiu o congelamento da construção de assentamentos. Em resposta, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o secretário-geral de "incentivar o terrorismo".

Durante um debate no Conselho de Segurança da ONU sobre o Oriente Médio, Ban disse que estava "profundamente preocupado" com os novos projetos israelenses de construção de moradias na Cisjordânia. "Estas iniciativas provocativas só vão aumentar a tensão e minar qualquer perspectiva de solução política [ao conflito israelo-palestino]", estimou.

Na segunda-feira (25), o ministério israelense da Defesa aprovou a construção de 153 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada. De acordo com a organização israelense contrária à colonização, A Paz Agora, Israel também se prepara para anexar 150 hectares de terras agrícolas do vale do Jordão, na Cisjordânia.

"Para avançar em direção à paz é necessário congelar a política de colonização", afirmou ban ki-Moon. Para o secretário-geral da ONU, a continuação da construção de assentamentos "é uma afronta ao povo palestino e à comunidade internacional (...) e levanta questões básicas sobre o compromisso de Israel para com uma solução de dois Estados".

Israelenses e palestinos "devem agir imediatamente"

O chefe da ONU pediu que os israelenses e palestinos se reconciliem e os países doadores a financiarem mais generosamente a reconstrução de Gaza, cuja situação humanitária é "perigosa" para a segurança regional. De acordo com Ban, "as partes devem agir, atuar imediatamente, para evitar que a solução de dois Estados não desapareça para sempre".

Ele também reiterou a sua condenação aos ataques há vários meses por palestinos contra civis israelenses, e os tiros disparados a partir de Gaza contra Israel. Mais cedo, uma israelense de 24 anos, gravemente ferida a facadas por dois palestinos em uma colônia da Cisjordânia ocupada, morreu no hospital.

Premiê israelense se revolta com críticas de Ban Ki-moon

Netanyahu não demorou a reagir. Em comunicado, o premiê atacou Ban Ki-moon: "Os comentários do secretário-geral da ONU incentivam o terrorismo", afirmou.

"Não há justificativa para o terrorismo. Os assassinos palestinos não querem construir um Estado, querem destruir um Estado", ressaltou o primeiro-ministro no documento.

De acordo com uma pesquisa publicada neste fim-de-semana pela TV israelense, dois terços da população discordam da maneira como o premiê administra a situação. Os últimos ataques ocorreram dentro dos assentamentos e vários membros do governo prometeram aos representantes dos colonos a aprovação de novos projetos.

(Com informações da AFP)

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