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Mundo

Refugiadas são alvo de violência sexual a caminho da Europa

media Migrantes chegam da ilha grega de Lesbos ao porto de Pireu, Grécia. REUTERS/Alkis Konstantinidis

As mulheres e meninas refugiadas que fogem para a Europa são alvo de violência sexual durante o percurso, incluindo assédio e exploração. A denúncia é de um relatório publicado nesta segunda-feira (18) pela Anistia Internacional.

"As mulheres e meninas refugiadas sofrem violência, agressões, exploração e assédio sexual em todas as etapas de sua viagem, também em território europeu", alertou a ONG.

O relatório tem como base relatos de 40 mulheres e meninas do Iraque e Síria, que chegaram à Alemanha e Noruega, após terem cruzado a Europa passando pela Grécia e pelos Bálcãs.

Muitas denunciaram que, em quase todos os países por onde haviam passado, elas foram submetidas a maus-tratos físicos e exploração econômica por traficantes, equipes de segurança ou outros refugiados.

Tirana Hassan, diretora do programa de resposta às crises da Anistia Internacional, destacou que essas mulheres deixaram seus países de origem para fugir da violência, mas que passaram a novas agressões. "Desde o mesmo momento em que começam a viagem, voltam a se ver expostas a sofrer violência e exploração, sem receber apoio ou proteção", afirmou.

Mulheres desacompanhadas se sentem mais ameaçadas

O relatório destacou que as mulheres e as meninas que viajam sozinhas e as que viajam apenas acompanhadas por seus filhos haviam se sentido especialmente ameaçadas nas zonas de trânsito e nos acampamentos da Hungria, Croácia e Grécia, onde se viram obrigadas a dormir no mesmo quarto de homens refugiados.

Uma iraquiana de 22 anos contou à organização que quando estava na Alemanha, um guarda que fazia a segurança do local ofereceu roupas em troca de "passar algum tempo sozinho" com ela.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estimou que em 2015 chegaram à Europa mais de 1 milhão de imigrantes, cinco vezes mais que no ano anterior.

 

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