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Estado Islâmico não tem estrutura para combater em todas as frentes

Estado Islâmico não tem estrutura para combater em todas as frentes
 
Membros do grupo Estado Islâmico

O governo do Iraque anunciou recentemente que retomou a cidade de Ramadi das mãos do Estado Islâmico. O grupo extremista também vem sofrendo derrotas no norte da Síria contra milícias curdas e constantes bombardeios aéreos de uma coalizão ocidental liderada pelos Estados Unidos e outra da Rússia, que matou alguns de seus líderes e minou importantes rotas de logística.

Tariq Saleh, correspondente da RFI no Líbano

As últimas derrotas do Estado Islâmico na Síria e Iraque demonstram que o grupo vem sofrendo uma forte pressão por todos os lados. O grupo extremista fez tantos inimigos que não tem estrutura suficiente para combater em tantas frentes de batalha.

A lista é grande: ataques aéreos dos Estados Unidos e aliados e também da Rússia, combates contra tropas do regime sírio, guerrilheiros do Hezbollah, outros grupos rebeldes sunitas e seculares, exército iraquiano, milícias xiitas e curdas, além de forças especiais americanas, russas e turcas.

Após mais de um ano de sucessivas vitórias desde a captura de Raqaa, na Síria, e Mosul, no Iraque, e expansão territorial nos dois países, o Estado Islâmico começa a mostrar sinais de enfraquecimento e deserções de alguns de seus membros.

Fragilidade do Estado Islâmico

As derrotas recentes do Estado Islâmcio elevaram a moral de seus oponentes e expôs a fragilidade do grupo em lidar com muitas frentes de batalha.

Os ataques aéreos da Rússia e outros da coalizão liderada pelos Estados Unidos minaram importantes rotas de abastecimento e armas do Estado Islâmico.

Isso deixou os militantes enfraquecidos estrategicamente. Ramadi foi retomada por tropas iraquianas, milícias curdas e tropas do governo sírio expulsaram militantes do Estado Islâmico de várias porções de território.

A morte recente de 10 líderes do grupo em bombardeios aéreos americanos no Iraque e Síria, incluindo alguns ligados aos ataques recentes em Paris, foi um golpe muito grande para a moral do grupo. Há relatos de deserções de combatentes e simpatizantes do Estado Islâmico em cidades controladas pelo Estado Islâmico.

Mas os recentes eventos não significam que o grupo esteja à beira de um colapso. O caminho ainda é longo. A queda de Ramadi apenas sinaliza que o próximo grande confronto será a batalha por Mosul, a segunda maior cidade do Iraque. E isso deverá acontecer apenas nos próximos meses, possivelmente pela metade de 2016.

Chave para derrotar o Estado Islâmico

Analistas acreditam que os Estados Unidos poderiam enviar tropas e liberar Raqaa, a capital do Estado Islâmico, em poucos dias. Mas as consequenências de uma invasão terrestre por tropas ocidentais seria muito imprevisível e possivelmente desatrosa, a exemplo do que ocorreu no iraque e Afeganistão.

A Síria continua em guerra civil, com ou sem o Estado Islâmico, com diferentes atores envolvidos. Uma invasão americana e aliada não teria sucesso completo sem uma cooperação política com Bashar al Assad, o Irã, a Rússia, o Hezbollah, milícias xiitas iraquianas, rebeldes sunitas, a Turquia, a Árabia Saudita e outros países do Golfo.

Sem essa cooperação, as tropas ocidentais ficariam vulneráveis a ataques em territórios que certamente seriam disputados por outos grupos militantes.

No caso da Síria, os rebeldes ainda enxergam em Bashar al Assad seu inimigo principal, apesar de estarem em guerra com o Estado Islâmico.

Especialistas militares acreditam que o ideal é que americanos, russos e outros continuem a treinar e apoiar as tropas curdas, iraquianas e sírias que combtem os Estado Islâmico, ao mesmo tempo que destroem alvos precisos que enfraqueçam o grupo por meio de bombardeios. AçÕes terrestres e aéreas são dependentes. Isoladas seriam ineficazes.

Negociações

Mesmo após uma eventual destruição do Estado Islâmico, a guerra civil na Síria é ainda muito complexa para prever qualquer chance de um acordo de paz.

O motivo é simples: a imensa maioria dos grupos rebeldes têm em Bashar al Assad como seu inimigo principal, apesar de estarem em guerra também com o Estado Islâmico.

A guerra na Síria não começou por causa do grupo extremista, mas pela repressão e orte de milhares de civis sírios nas mãos de tropas do regime. Estatísticas ainda apontam que o governo síro matou muito mais civis do que o Estado Islâmico.

Analistas acham que um acordo de paz sem a renúncia de Assad torna muito difícil uma resolução política do conflito, especialmente com tantos interesses de diversos países envolvidos.

 


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