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Mundo

Censura de livro com romance entre israelense e palestino cria polêmica

media A escritora Dorit Rabinyan diz que seu romance mostra "a capacidade de vencer os obstáculos do conflito no Oriente Médio" Divulgação

O ministério israelense da Educação criou polêmica ao excluir do programa das escolas um livro que conta a história de amor entre uma jovem israelense e um palestino. Grandes nomes da literatura ironizaram o caso, dizendo que o próximo passo será a censura da Bíblia.

Publicado em 2014, Haie (Uma barreira viva, em tradução livre), de Dorit Rabinyan conta a história de Liat, uma tradutora israelense, e Hilmi, um artista plástico palestino, que se apaixonam ao se conhecerem em Nova York. A ficção, que deveria ser incluída no programa de literatura dos alunos judeus de segundo grau em Israel, foi retirada da lista das obras estudadas pois, segundo o ministério da Educação, o tema poderia criar tensões entre judeus e árabes.

As autoridades se defendem de impor uma censura com a medida. “Qualquer um pode comprar o livro”, retrucou, na quinta-feira (31), o ministro da Educação, Naftali Bennett. Já para a autora, sua obra incomoda pois mostra “a capacidade de vencer os obstáculos do conflito no Oriente Médio”.

Até a Bíblia é mais perigosa

Nessa sexta-feira (1°), intelectuais se exprimiram sobre o caso. Amos Os, um dos grandes nomes da literatura israelense, ironizou a exclusão do livro. “Talvez seja mais urgente retirar a Bíblia do programa das escolas: em termos de relações sexuais entre judeus e não-judeus, o livro sagrado é mil vezes mais perigoso que a obra de Rabinyan”, comenta o autor.

“O rei David e o rei Salomão eram acostumados a ter relações sexuais com estrangeiras, sem se preocupar com suas nacionalidades ou pedir para verificar suas carteiras de identidade”, brinca Amos Oz.

Como já era de se esperar, a polêmica suscitou críticas, mas também muita curiosidade e as vendas do livro não param de subir.

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