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Retrospectiva: 2015 foi marcado pelo terrorismo e pela crise migratória

Retrospectiva: 2015 foi marcado pelo terrorismo e pela crise migratória
 
Jovens acendem velas em homenagem às vítimas dos atentados de novembro em Paris Reuters

O ano de 2015 foi marcado pela expansão do terror do grupo Estado Islâmico, com atentados sem precedentes na França e pelo mundo, e pela grave crise migratória na Europa, a maior desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, o número de refugiados e deslocados no mundo bateu recorde, ultrapasando 60 milhões de pessoas. Outros destaques de 2015 foram as mudanças climáticas, as novas forças políticas na América do Sul e a tensão racial nos Estados Unidos. Boa leitura!

2015. Ano marcado pela expansão do terror do grupo Estado Islâmico.

Paris, 7 de janeiro. Os irmãos Kouachi invadem o jornal satírico Charlie Hebdo e abrem fogo. Doze mortos. Na fuga, um policial é executado friamente. Nos dois dias seguintes, outro jihadista mata uma policial e outras quatro pessoas no supermercado judaico Hyper Casher.

Em uma hashtag, “Je suis Charlie”, a solidariedade do mundo com a França. O presidente François Hollande pede união contra a barbárie.

O governo francês evitou outros atentados, mas não o da sexta-feira 13 de novembro. 130 mortos. Vítimas de uma série de ataques coordenados, nunca visto antes na Cidade Luz.

Uma bomba explodiu perto do Stade de France durante o jogo entre França e Alemanha. Bares e restaurantes de dois bairros boêmios foram alvos de ataques de homens armados. E o massacre na casa de shows Bataclan, durante o show de um grupo de heavy metal. Oitenta mortos, a maioria na faixa dos 30 anos.

A França decreta estado de emergência. Proíbe manifestações públicas. Com a ajuda da Bélgica, caça os envolvidos. Em uma ação em Saint-Denis, periferia de Paris, elimina o suposto cérebro dos atentados: Abdelhamid Abbaoud.

São muitos os jovens atraídos pela organização terrorista que em 2015 espalhou o horror e reivindicou ações em muitos outros países.

Mais atentados pelo mundo

Copenhague: um centro cultural que debatia sobre o islamismo e a liberdade de expressão foi atacado, além de uma sinagoga. Dois mortos.

Dias depois, em Washington, 60 países discutiram meios de combater o jihadismo, que continuou a usar cenas chocantes como arma de propaganda.

Também em fevereiro, o vídeo de um piloto jordaniano queimado vivo chocou o mundo. Em agosto, decapitação do ex-diretor de antiguidades da cidade síria de Palmira, destruída pelos ultrarradicais. A organização terrorista estendeu seus tentáculos também na África, aproveitando até o caos na Líbia.

O continente é terreno fértil para o extremismo islâmico. Em julho, no Quênia, os ultrarradicais do Al Chabad sequestraram estudantes e mataram 147 pessoas no ataque à universidade de Ganissa.

Na Nigéria, o Boko Haram espalhou terror e multiplicou ataques contra civis. Mas foram os ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico dominaram o noticiário.

Em junho na praia de Sussa, Tunísia, um jihadista com sua kalachinikov matou 39 pessoas, a maioria turistas britânicos.
Entre outubro e novembro, as ações terroristas se multiplicaram.

Em novembro, o Estado Islâmico reivindicou os ataques que mataram 43 pessoas no Líbano, e a queda do avião russo no deserto egípcio com 224 pessoas a bordo.

Intervenção militar na Síria

Alvo do terrorismo, a Rússia intensificou sua polêmica intervenção militar na Síria. Moscou e uma coalização internacional bombardeiam os redutos jihadistas na Síria e no Iraque, mas a falta de consenso sobre o futuro do presidente Bashar al-Assad empurra a guerra civil no país para seu quinto ano.

A fuga de guerras levou milhares de sírios, afegãos, iraquianos e moradores de muitos países africanos a buscar o eldorado europeu. Com eles, a maior tragédia humanitária da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, uma crise migratória sem precedentes. Primeiro, pelo Mar Mediterrâneo. Mas em embarcações improvisadas, milhares não chegaram ao destino sonhado...

Grécia, Turquia, várias rotas marítimas testadas, sempre acompanhadas de tragédias. A foto do corpo do menino curdo Aylan, de três anos, no litoral da Turquia, simbolizou a impotência das autoridades diante do desespero dos migrantes. Os partidos de extrema-direita crescem em toda a Europa.

Na França, a Frente Nacional cresceu e, por pouco, não venceu nas eleições regionais de dezembro. Diversas correntes políticas medem forçam na União Europeia.

Em abril, a Grã-Bretanha reelegeu com folga o conservador David Cameron. Já a Grécia renovou o mandato do primeiro-ministro Alexis Tsipras, da esquerda radical Syriza. O país balançou, mas ficou na zona do euro, que em 2015 integrou a Lituânia, décimo nono do grupo.

Na economia, a Europa deu sinais tímidos de recuperação. Já a China está com a mão no freio de seu crescimento enquanto os Estados Unidos, acelera sua influência. Em 5 de outubro assinou a criação da maior área de livre comércio do mundo.

Tensão racial nos EUA

O que o americano Barack Obama ainda não conseguiu foi mudar a legislação sobre o porte de armas. Até o início de dezembro, 352 tiroteiros, mais de 460 mortos. Em San Bernardino, um casal muçulmano abriu fogo contra um centro de assistência social. Em junho, a Igreja da comunidade negra de Charleston foi alvo de ataque.

A tensão racial resiste. Morte de jovens negros por policias brancos em Charleston e Baltimore deram origem a protestos violentos.

Por outro lado, os Estados Unidos protagonizaram um momento histórico de paz. Reaproximou-se de Cuba. Obama e o cubano Raúl Castro reataram relações diplomáticas rompidas há mais de 50 anos entre Washington e Havana. Embaixadas foram reabertas. Em 11 de abril, o presidente democrata decreta o fim da guerra fria.

Com Cuba, a Cúpula das Américas em junho, no Panamá, foi histórica. Articular da aproximação entre os dois países, o Papa Francisco visitou Cuba e os Estados Unidos

Em sua peregrinação pelo mundo, o carismático Francisco celebrou missa para 6 milhões de fiéis nas Filipinas, pregou a paz entre muçulmanos e cristãos na África e orou pelos pobres no Equador, Bolívia e Paraguai, em nova visita a uma América do Sul pontuada por crises e mudanças.

Política na América do Sul

Tabaré Vasques substituiu José Mujica no Uruguai. Maurício Macri pôs fim aos 12 anos de Kircherismo na Argentina, e o populismo chavista na Venezuela levou um duro golpe, ao perder as eleições legislativas de dezembro. Boas notícias vieram da Colômbia. Em setembro, governo e a guerrilha das Farc selaram um compromisso histórico para um acordo de paz definitivo.

A paz com que sonham os colombianos se distanciou de israelenses e palestinos. Uma série de ataques com facas de palestinos contra cidadãos e soldados israelenses mostra que o conflito está vivo. A ONU hasteou a bandeira palestina em sua sede, marco simbólico. A grande preocupação de Israel este ano: o histórico acordo das grandes potências com o Irã sobre o programa nuclear, depois de 12 anos de negociações.

No Brasil, o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O processo acusa a líder brasileira de desrespeito à lei orçamentária e à lei de improbidade administrativa, além de lançar suspeitas de envolvimento de Dilma em atos de corrupção na Petrobras.

Água em Marte

Boas notícias vieram do espaço. Em setembro, a Nasa anunciou ter encontrado água líquida em Marte. No ano de 2015, o mundo perdeu muitas celebridades: o cineasta português Manoel de Oliveira, aos 106 anos, o ator e o rei do blues, BB King, aos 89 anos

Por outro lado, os britânicos comemoraram um recorde da Rainha Elisabeth II de longevidade no cargo. Em vários países, conquistas sociais. A Irlanda aprovou em referendo o casamento gay, a Corte Suprema dos Estados Unidos autorizou a união homossexual em todo o território americano. E, na Arábia Saudita, pela primeira vez, as mulheres votaram e foram candidatas nas eleições para conselhos municipais.

Tragédias e catástrofes

Ninguém esquecerá que o ano foi marcado também por tragédias. Provocadas pelo homem, com o acidente em fevereiro com o avião da companhia alemã Germanwings. O piloto Andreas Lubitz jogou o Boeing contra os Alpes franceses, matando 250 pessoas. Um tumulto na tradicional festa do sacrifício em Meca, terminou com um recorde de 1.500 fiéis mortos, a maioria pisoteados.

Outras catástrofes vieram da natureza. Inundações históricas do deserto do Atacama, no Chile, em março. No mês seguinte, a série de terremotos que arrasou parte do Nepal, deixando 8 mil mortos.

E, o ano mais quente da história, segundo a Organização meteorológica mundial, terminou com uma perspectiva otimista para o futuro do planeta. Reunidos em Paris, na COP 21, 195 países se comprometeram com metas para limitar o aquecimento global.

Se as promessas serão cumpridas, o tempo dirá. Mas como dizem os líderes mundiais, os problemas não foram resolvidos, mas 2015 deixou sinais de uma profunda mudanças para o futuro das novas gerações.


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