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Mundo

Bombardeios russos deixaram mais de 2 mil mortos na Síria

media Tropas russas continuam mobilizadas na ofensiva no território sírio. REUTERS/Pavel Rebrov

Os bombardeios aéreos russos na Síria deixaram em três meses 2.371 mortos, entre os quais um terço de civis, afirmou nesta quarta-feira (30) o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Moscou é acusada de usar a luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) para atingir civis e opositores ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad, seu aliado.

No total, 655 jihadistas do EI e 924 combatentes da Frente Al Nosra, facção síria da Al-Qaeda, e outros grupos rebeldes morreram nos ataques russos, que começaram em 30 de setembro passado a pedido do governo sírio de Bashar al Assad. As forças de Moscou mataram 792 civis, dos quais 180 menores de 18 anos, e 116 mulheres, indicou a ONG baseada em Londres e que dispõe de uma ampla rede de informantes na Síria.

A Rússia afirma que a ofensiva visa o EI e outros grupos terroristas contrários a Assad. No entanto, os Estados Unidos já alertaram que alguns civis foram vítimas dos bombardeios russos indiscriminados, o que foi veementemente negado por Moscou.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, conversou com seu colega russo, Sergei Lavrov, na segunda-feira e expressou as preocupações de Washington. O porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, citando relatos de "organizações de direitos humanos confiáveis", disse que "os ataques russos na Síria mataram centenas de civis, incluindo serviços de emergência e atingindo instalações médicas, escolas e mercados". O representante da diplomacia norte-americana acrescentou que entre outubro e meados de novembro mais de 130.000 sírios foram forçados a deixar suas casas, em parte por causa da intensidade dos bombardeios russos.

O ministério russo da Defesa classificou as afirmações americanas de absurdas e infundadas. Moscou já havia negado veementemente os relatórios da Anistia Internacional, da Human Rights Whatch e de grupos de direitos humanos sírios, que argumentam que a campanha aérea em apoio ao presidente Bashar al-Assad atingia civis.

Rússia afirma que visa apenas “terroristas”

A Rússia insiste que suas operações são direcionadas para os "terroristas" e que tem o cuidado de proteger os civis, enquanto trabalha com os Estados Unidos e as Nações Unidas para negociar um fim para a guerra.

Mais de 250.000 pessoas morreram desde o início do conflito sírio em 2011. Milhões tiveram de abandonar seus lares, fugindo para o exterior ou para outras zonas do país.

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