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Mundo

EUA anunciam morte de dez líderes do grupo Estado Islâmico

media Charaffe al Mouadan é um dos dez líderes jihadistas mortos em dezembro por bombardeios da coalizão na Síria e no Iraque. AFP

O Pentágono anunciou nesta terça-feira (29) a morte de dez líderes do grupo Estado Islâmico em bombardeios realizados pela coalizão na Síria. Entre eles, está o francês Charaffe al Mouadan, um combatente jihadista ligado ao mentor dos atentados de 13 de novembro em Paris, o belga Abdelhamid Abaaoud.

"Durante o mês de dezembro, matamos dez dirigentes do grupo EI em bombardeios aéreos, entre eles, vários organizadores de atentados no exterior. Alguns deles tiveram envolvimento com a organização dos atentados de Paris", anunciou o coronel norte-americano Steve Warren, porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

De acordo com Warren, Charaffe Al Mouadan "preparava outros ataques". Além de conhecer Abaaoud, o jihadista era amigo de um dos terroristas que atacou a casa de espetáculos Bataclan, Samy Amimour.

Perfil do jihadista

Al Mouadan, de 26 anos, teria partido para a Síria em agosto de 2013, quando foi indiciado na França. Ele morreu no dia 24 de dezembro, entre outros líderes do grupo EI eliminados em bombardeios da coalizão na Síria.

O jihadista nasceu em 15 de outubro de 1989 de pais marroquinos na cidade de Bondy, no nordeste de Paris. Foi em Drancy, não muito longe, que ele passou sua juventude e foi preso em outubro de 2012. Na época, ele se preparava para viajar com Samy Amimour e outro amigo, Samir Bouabout, para o Iêmen ou Afeganistão.

O trio se radicalizou na internet e Mouadan teve aulas de tiro esportivo em um clube em Paris, segundo uma fonte próxima ao caso. Ele chegou a fazer um empréstimo de € 20 mil (quase R$ 85 mil) para adquirir equipamento paramilitar.

Enfraquecimento do grupo Estado Islâmico

Outro importante líder jihadista morto é Abdoul Kader Hakim. Ele tinha a missão de facilitar as operações do grupo EI no exterior. Ele foi eliminado pela coalizão em um bombardeio realizado no dia 26 de dezembro em Mossul, no Iraque.

Segundo o coronel norte-americano, os recentes sucessos militares contra o grupo Estado Islâmico, como a retomada de Ramadi pelo exército iraquiano e as mortes dos líderes jihadistas pela coalizão, mostram que a organização radical está se enfraquecendo.

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