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Mundo

Anistia Internacional denuncia a Rússia por morte de civis na Síria

media Idlib: 49 civis mortos em ataque aéreo russo, segundo a Anistia Internacional. REUTERS/Khalil Ashawi

A organização Anistia Internacional (AI) reportou na quarta-feira (23) que, após quase três meses de ataques aéreos na Síria, as forças armadas russas já mataram centenas de civis, muitos deles em ataques premeditados, que podem constituir crime de guerra.

Alguns bombardeios “parecem ter alvejado civis ou objetivos civis em áreas residenciais, onde não havia presença militar, atingindo até mesmo instalações médicas, fazendo mortos e feridos entre a população civil”, disse o diretor da AI para o Norte da África e Oriente Médio, Philip Luther.
 

“Esses tipos de ataque constituem crime de guerra”, afirmou Luther. “É crucial que essas violações sejam imparcial e independentemente investigadas”.
 

A organização não-governamental, sediada em Londres, diz que “há evidências de que as autoridades russas possam ter mentido para cobrir as mortes provocadas entre civis no bombardeio de uma mesquita e de um hospital de campanha”. Haveria ainda “evidências do uso de bombas não guiadas e bombas de fragmentação, proibidas internacionalmente, em áreas residenciais”.
 

A resposta russa
 

“Nós examinamos o relatório da Anistia Internacional”, disse num comunicado o porta-voz do ministério da defesa, Igor Konashenkov. “Uma vez mais, não há nada de novo ou concreto no que foi publicado, somente mentiras que nós já expomos diversas vezes. A AI argumenta, de maneira muito confiante, que não havia alvos militares. Mas eles não sabem nada sobre isso, e não têm como checar essas informações”.

Konashenkov disse ainda que o relatório faz alegações “sem mostrar nenhuma prova”, confiando nas fontes erradas. “O prefácio do próprio relatório diz que todos as denúncias foram checadas à distância, com informações recebidas, por telefone, dos tais chamados ativistas dos direitos humanos”, completou.
 

O caos em toda parte
 

O relatório da Anistia Internacional foca nos ataques às províncias de Homs, Idlib e Aleppo, realizados entre setembro e novembro, matando 200 civis e 12 guerrilheiros.
 

A AI observa que as autoridades russas “alegaram que as suas forças armadas atacam somente alvos terroristas. Às vezes, eles respondem às denúncias, negando que tenham matado civis. Outras vezes, eles simplesmente se calam”.
 

Num dos incidentes mais trágicos, a Anistia Internacional afirma que três misseis foram lançados sobre um mercado de rua na cidade de Idlib, matando 49 pessoas. Testemunhas relataram como o animado mercado de domingo tornou-se uma cena de carnificina em segundos. “De repente, as pessoas estavam gritando, havia um forte cheiro de queimado no ar. Era o caos por toda parte”, descreveu o ativista local Mohamed Qurab al-Ghazal.
 

Em outro suposto ataque russo, pelo menos 46 civis, incluindo 32 crianças e onze mulheres, abrigadas no porão de um edifício residencial, foram mortas em outubro, em Holms, segundo a Anistia Internacional.

Imagens em vídeo mostram “que não havia a menor indicação de presença militar na área”, e que, segundo especialistas em material bélico, os sinais de destruição encontrados “apontam a utilização de bombas de combustível, um tipo de bomba com efeito indiscriminado quando usada sobre populações civis”, reportou a AI.
 

Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, grupo de monitoramento baseado na Grã-Bretanha, em outro ataque das forças russas, no dia 20 de outubro, 13 pessoas foram mortas, incluindo um fisioterapeuta e uma enfermeira, num hospital de campanha bombardeado em Sarmin.
 

Guerra de informação
 

O porta-voz do ministério da defesa disse, porém, que o hospital de campanha estava “completamente intacto”. Ele ainda negou que a Rússia tenha usado bombas de fragmentação. “A aviação russa não as utiliza”, afirmou. “Não temos esse tipo de munição nas bases russas na Síria”.
 

A AI rebateu as respostas do porta-voz, dizendo que o governo russo “não pode, sob o risco de perder toda a sua credibilidade, ignorar detalhados relatórios com simples evasivas”.
 

Na terça-feira (22), o Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que, no total, os ataques aéreos russos já mataram 2.132 pessoas, incluindo 710 civis, desde o início da campanha no final de setembro.
 

Até agora, a guerra civil na Síria já matou mais de 250 mil pessoas, forçando milhões de outras a deixarem suas casas desde março de 2011.

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