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Mundo

Tunísia celebra o quinto aniversário da deflagração da Primavera Árabe

media Tunis: manifestação contra o regime do presidente Ben Ali em 2011. Fred Dufour / AFP

Há cinco anos, a morte do vendedor ambulante Mohamed Bouazizi deu início às manifestações que depuseram o presidente Zine El Abidine Ben Ali, derrubando um regime autoritário que durou duas décadas. A imolação de Bouazizi e os protestos que lhe seguiram foram imitados em vários países do norte da África, dando início à Primavera Árabe.

Analista político algum poderia prever que uma briga entre um vendedor ambulante e uma fiscal da prefeitura, numa pequena cidade no interior da Tunísia, poderia deflagrar o movimento que mudou o cenário político no norte da África, e ainda afeta a segurança de todo o Oriente Médio com a guerra civil na Síria.

Até dezembro de 2010, Tarek al-Tayeb Mohamed Bouazizi, 26 anos, era um modesto vendedor ambulante que, empurrando um carrinho pelas ruas de Sidi Bouzid, cidade de 120 mil habitantes na Tunísia, tentava sustentar a mãe, um tio e vários irmãos mais novos. Depois de uma briga com uma fiscal da prefeitura, que o teria humilhado com um tapa no rosto, além de confiscar as suas mercadorias, Bouazizi apelou à prefeitura, que não o atendeu.

Imolação

Desesperado, sem trabalho numa cidade com um nível desemprego que chega a 30% da população ativa, e ainda devendo dinheiro pela mercadoria confiscada, Mohamed Bouazizi demonstrou a sua revolta diante da prefeitura. Encharcou-se de gasolina, ateando fogo ao próprio corpo no meio do tráfego, às 11h30 da manhã do dia 17 de dezembro de 2010.

Com queimaduras graves em 90% do corpo, o ambulante morreu num centro de tratamento intensivo no dia 4 de janeiro, 18 após sua imolação.
 

Bouazizi: o primeiro mártir da Primavera Árabe. BELGA/MAXPPP/P.dePoulpiquet

Sua morte desencadeou uma onda de protestos contra o governo de presidente Ben Ali, que havia 23 anos regia o país com mão de ferro. Dez dias depois, Ben Ali e sua família fugiram para a Arábia Saudita, depois que a França lhes recusou o pedido de asilo político.
 

Num período de seis meses após a imolação, mais de 100 tunisianos já haviam imitado o gesto de Bouazizi em protesto político. No Egito, a imolação de Abdou Abdel Moneim Jaafar, 49 anos, incrementou a onda de protestos que levou à queda do presidente egípcio Hosni Mubarak, havia 30 anos no poder. No mesmo ano, a onda de manifestações, já conhecida como Primavera Árabe, chegou à Líbia, derrubando o ditador Muamar Kadhafi, ao Iêmen, ao Bahrein e à Síria, hoje submersa em intensa guerra civil.
 

Cidade de Sidi Bouzid: monumento em honagem ao ambulante Mohamed Bouazizi. AFP/MOKTAR KAHOULI

Mohamed Bouazizi, visto por muito árabes como mártir da liberdade contra a tirania de regimes opressores, foi homenageado com um monumento em sua cidade natal, Sidi Bouzid; virou nome de avenida em Tunis, capital da Tunísia; e nome de praça em Paris.
 

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