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Mundo

Kerry expressa sua preocupação com ataques russos à oposição síria "moderada"

media O secretário de Estado americano, John Kerry (e), conversa com o presidente russo, Vladimir Putin AFP/POOL/AFP

O presidente russo Vladimir Putin recebeu o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, nesta terça-feira (15) em Moscou, para "ouvir as propostas" dos Estados Unidos sobre a guerra na Síria. O chefe da diplomacia americana afirmou ter expressado sua preocupação com o fato de a Rússia atacar a "oposição moderada" a Bashar al-Assad, além de evocado a ideia de um "cessar fogo nacional" na Síria. A reunião entre os dois começou às 18h30 no horário local e contou com a participação do chanceler russo Serguei Lavrov.

Antes do encontro, Putin havia declarado que "todos sabem que buscamos juntos uma solução para as crises mais agudas", em referência ao conflito que, desde 2011, deixou mais de 250 mil mortos e provou o êxodo de milhões de civis sírios. De sua parte, o chefe da diplomacia norte-americana elogiou "um belo esforço de cooperação" entre Moscou e Washington e afrimou que aprecia "tudo o que os dois países conquistaram até aqui".

Os americanos contam com a colaboração do Kremlin para convencer seu aliado Bashar al-Assad, presidente da Síria, a participar das negociações com a oposição síria para pôr fim à guerra civil. Antes de se encontrar com o chefe de Estado, Kerry conversou durante três horas com o chanceler russo. "Lavrov me informou em detalhes sobre suas propostas e determinados problemas que exigem mais discussões". Antes do encontro com Lavrov, o secretário de Estado dizia que esperava "progressos" e uma "base de entendimento" para questão síria, enquanto o colega russo não desejava mais do que um diálogo "construtivo".

John Kerry chegou à Rússia na madrugada de segunda para terça, depois de ter participado, em Paris, de uma reunião com uma dezena de ministros das Relações Exteriores de países árabes e ocidentais, presidida pelo chanceler francês, Laurent Fabius. Na capital da França, Kerry conversou com seus colegas do Catar e da Jordânia, que ficou encarregada da delicada tarefa de organizar uma lista de grupos "terroristas" que devem ser excluídos do processo de negociações. Na segunda-feira, a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, criticou "a vontade dos Estados Unidos de separar os terroristas 'bons' dos 'maus'" na Síria.

Reunião em Nova York

Washington e Moscou também anunciaram formalmente a organização de uma nova reunião internacional nesta sexta-feira, em Nova York, entre países aliados e opositores do regime sírio. A conferência de Nova York é uma etapa do chamado processo de Viena, pelo qual 17 países (incluindo a Rússia e o Irã) acordaram uma agenda política para a Síria, que prevê o encontro entre representantes do regime e da oposição me janeiro, um governo de transição em seis meses e eleições dentro de 18 meses.

De acordo com Lavrov, depois desta cúpula, Moscou pretende propor um "projeto de resolução" ao Conselho de Segurança da ONU, para consolidar essa agenda, estabelecida nos documentos de Viena, "a declaração de Viena de 30 de outubro e a de 14 de novembro". Lavrov garantiu que o encontro desta terça-feira não foi uma reunião bilateral, mas uma cúpula entre "copresidentes do grupo internacional sobre a Síria".

Também esteve na pauta do encontro em Paris a cúpula que reuniu no final da semana passada na capital saudita Riad os principais grupos armados e políticos de oposição ao regime sírio. Eles concordaram em inciar negociações com Damasco, mas não abdicaram de exigir a saída de Bashar al-Assad. Uma delegação de 15 opositores deve ser constituída até o início da semana para representar a oposição nas conversas. Mas, até agora, Damasco não deu qualquer sinal de que aceitaria o processo.

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