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Mundo

Europeus emitem lista de passaportes suspeitos de serem usados por EI

media Passaporte sírio.

Diversos países europeus divulgaram uma lista de passaportes sírios e iraquianos suspeitos de terem sido roubados por organizações terroristas como o grupo Estado Islâmico (EI). O documento serviria para extremistas entrarem no território europeu, segundo fontes diplomáticas.

A lista contém números de série de milhares de passaportes em branco que teriam sido roubados dos serviços da administração pública pelos grupos armados.

A estimativa é de que o grupo Estado Islâmico tenha obtido ilegalmente cerca de 5 mil passaportes em branco nas províncias de Raqqa, reduto do grupo na Síria, e também em Deir az Zour. No Iraque, cerca de 10 mil passaportes teriam desaparecido nas regiões de Tikrit e Ninive, cuja capital, Mossul, foi conquistada pelo EI em junho de 2014.

Segundo diplomatas, essa lista de vigilância foi criada nos últimos meses por vários países da União Europeia e atualizada várias vezes depois. Vários governos, como o dos Estados Unidos, estão convencidos de que o grupo Estado Islâmico desenvolveu uma capacidade de produzir "verdadeiros-falsos" passaportes sírios a partir de documentos oficiais em branco.

Entrada nos Estados Unidos

A rede de televisão CNN informa que um relatório feito pela agência americana de informação confirma que o grupo EI tem acesso à impressoras do governo sírio e também a estoques de passaportes ainda não impressos, o que permitiria a falsificação de documentos oficiais. Um dos porta-vozes dos serviços americanos de imigração confirmou que a organização terrorista desenvolveu essa capacidade de produzir esse tipo de passaporte.

A suspeita de que o grupo tenha tido acesso a dados biométricos e impressões digitais de cidadãos sírios que tiveram a identidade adulterada. Outra rede de tevê americana, ABC, citando o relatório, afirma que muitas pessoas podem ter entrado nos Estados Unidos com documentos emitidos por cidades controladas pelos jihadistas.

A importância dessa lista ficou evidente após os ataques de 13 de novembro, em Paris, e em Saint-Denis. Um passaporte sírio em nome de Ahmad al Mohammad, nascido em Idlib há 25 anos, foi encontrado junto ao corpo de uma dos kamikazes que participou dos ataques nos arredores do Stade de France. Os investigadores acreditam que o documento seja autêntico, mas que não pertencia ao jihadista.
 

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