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Mundo

Em crise com a Rússia, Erdogan promete variar fornecedores de energia

media Os presidentes da Turquia (Recep Erdogan, à esq.) e da Rússia, Vladimir Putin, em foto de 2014, quando ainda dialogavam AFP PHOTO/ RIA-NOVOSTI/ POOL / ALEXEI NIKOLSKY

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan anunciou neste sábado (5) que vai encontrar novos fornecedores de energia para reduzir sua dependência da Rússia, principal fornecedora de energia do país. As alternativas a que Erdogan se referia são principalmente o Azerbaijão e o Catar. Mais de 90% do petróleo e 98,5% do gás natural consumidos na Turquia são produzidos em outros países. A Rússia responde, sozinha, por 30% do primeiro e 55% do segundo.

Ancara e Moscou estão em rota de colisão direta há duas semanas, depois que as forças armadas turcas derrubaram um avião russo na fronteira com a Síria. O presidente Vladimir Putin acusou Erdogan de compactuar com terroristas e atacar o caça para defender uma rota de tráfico de petróleo do grupo Estado Islâmico para a Turquia. Moscou suspendeu programas energéticos, determinou a obrigatoriedade de visto para que os turcos visitem a Rússia e impôs sanções contra as frutas e legumes turcos.

Erdogan garantiu que, por enquanto, não há "nenhum sinal" de que essas represálias afetem o setor de energia, mas confirmou ter assinado nessa semana um acordo para comprar gás liquefeito de petróleo do Catar. "Vocês estão vendo que agora eles (Rússia) não compram mais produtos têxteis turcos. A Turquia não desmoronar por causa de suas importações de US$ 1 milhão", ironizou o presidente, para colocar panos quentes logo em seguida, lembrando que Ancara se absteve de sancionar a Rússia por causa da crise ucraniana.

Mais grave do que os têxteis é o congelamento anunciado por Moscou do gasoduto TurkStream, que deveria conduzir o gás russo à Europa pelo território turco, contornando a Ucrânia. Erdogan reagiu dizendo que isso é uma "mentira": teria sido da própria Turquia a iniciativa de suspender o projeto, que não atenderia às exigências de Ancara.

Mas, enquanto no primeiro escalão, impera a rispidez e as acusações, no segundo, a Turquia busca o diálogo. Quase no mesmo momento do pronunciamento beligerante de Erdogan, seu ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, lançou um pedido pelo aumento do diálogo com Moscou: "Claro que temos pontos de vista diferentes, mas temos de continuar a conversar para reduzir nossas divergências", delcarou, em um encontro com cidadãos russos que vivem na estação balneária de Antália, no sul do país.

Relações suspeitas com o grupo Estado Islâmico

Também neste sábado, Washington demonstrou sua aliança com Ancara, afirmando que o volume de petróleo traficado para a Turquia é insignificante. A declaração foi uma resposta às provas apresentadas por Moscou nesta semana da cooperação entre Ancara e os jihadistas.

Na quarta-feira, o Kremlin revelou uma série de fotografias que mostram a ligação entre a Turquia e refinarias controladas pelos jihadistas na Síria, estimando que até 3 milhões de dólares eram contrabandeados diariamente por essa rota antes dos bombardeios russos. Moscou ainda acusou a família de Erdogan, cujo filho é dono de uma das maiores empresas de energia do país e o genro, ministro de Energia, de estar diretamente envolvida no negócio ilegal. Erdogan retrucou que ninguém tem o direito de difamar a Turquia ou sua família.

A controversa atuação regional da Turquia também causou um incidente hoje com o Iraque. Ontem, 150 soldados turcos que estavam no país sob o pretexto de treinar forças curdas - lembrando que a Turquia tem nos curdos seus maiores inimigos - entraram na cidade de Mossul, controlada pelo grupo Estado Islâmico. Não se sabe o que eles foram fazer lá, mas Bagdá acusou uma violação de sua soberania e exigiu a retirada imediata das tropas turcas.

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