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Mundo

Abbas ameaça suspender acordos assinados com Israel

media O presidente Mahmud Abbas fez um discurso na ONU antes de ter a bandeira palestina hasteada diante das Nações Unidas. REUTERS/Carlo Allegri

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, fez um discurso na tribuna da 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira (30), pouco antes da bandeira palestina ser hasteada pela primeira vez diante da sede da organização. O líder pediu que a Palestina beneficie de uma integração plena como Estado-membro da ONU e ameaçou romper os acordos de segurança validados com Israel. Para o premiê israelense, o pronunciamento de Abbas é "desonesto" e "provocador".

Abbas usou seu discurso na Assembleia Geral para pedir "àqueles países que ainda não reconheceram o Estado da Palestina, que o façam". Ele lembrou que, por enquanto, os palestinos são considerados apenas um “Estado observador nas Nações Unidas, e merecem o reconhecimento integral como Estado-membro".

O discurso foi feito pouco antes da bandeira palestina ser hasteada, pela primeira vez, diante da sede da ONU. "Neste momento histórico, eu digo ao meu povo em toda parte: erga bem alto a bandeira palestina, porque ela é o símbolo da nossa identidade", declarou Abbas na cerimônia, que contou com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Dezenas de pessoas se reuniram na cidade de Ramallah, na Cisjordânia, para assistir ao hasteamento da bandeira pela televisão. 

Acordos de paz ameaçados

"Agora é a hora de restaurar a confiança tanto de israelenses quanto de palestinos em um acordo pacífico e, por fim, na realização de dois Estados para dois povos", afirmou Abbas. No entanto, durante seu discurso na tribuna da ONU, o presidente palestino ameaçou deixar de respeitar os acordos assinados com Israel, se o Estado hebreu prosseguir com sua política de colonização na Cisjordânia.

As palavras de Abbas foram criticadas imediatamente pelo premiê israelense, Benjamin Netanyahu, antes mesmo do representante de o Estado hebreu subir ao púlpito para discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas, na quinta-feira (1°). "O discurso de Abu Mazen (Mahmud Abbas) é desonesto, incita à provocação (anti-israelense) e à destruição no Oriente Médio", reagiu o gabinete do premiê, por meio de um comunicado.

Com informações da AFP

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