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Mundo

Atraso na repatriação das vítimas de tumulto na Meca aumenta tensão entre Teerã e Riad

media Protesto em frente da Embaixada da Arábia Saudita no Irã após morte de pelo menos 155 iranianos durante a peregrinação do Haj perto de Meca. Teerã 27 de setembro, 2015. REUTERS/Raheb Homavandi

O Irã aguardava nesta terça-feira (29) a liberação dos corpos de 130 dos 228 iranianos mortos na semana passada durante a peregrinação à Meca (hajj), mas houve atrasos por motivos administrativos. As autorizações para a aterrissagem dos aviões iranianos, encarregados de repatriar os corpos das vítimas, na Arábia Saudita atrasaram, aumentando o clima de tensão entre Teerã e Riad.

O dirigente da Cruz Vermelha do Irã, Ali Marashi, responsável pela repatriação dos corpos, disse que um avião vai partir da cdiade saudita de Jeddah esta noite com destino ao Irã e os funerais devem acontecer nesta quarta-feira (30).

O Irã é o país que mais contabilizou mortos no tumulto durante a peregrinação, que deixou no total 769 mortos e quase mil feridos. O último balanço publicado esta manhã pelo comitê do Irã de organização do hajj informa que 228 iranianos morreram na tragédia, 27 ficaram feridos e 246 estão desaparecidos.

A tragédia ampliou a tensão histórica entre o xiita Irã e a sunita Arábia Saudita.

Hassan Rohani

O presidente iraniano, Hassan Rohani, decidiu na segunda-feira (28) encurtar a viagem nos Estados Unidos para voltar ao Irã. Na tribuna das Nações Unidas, ele denunciou a incompetência das autoridades sauditas na gestão da festa religiosa.

O Irã ficou profundamente irritado com a falta de organização e segurança da peregrinação e da falta de cooperação da Arábia Saudita na busca pelas vítimas. Uma delegação iraniana esperou horas para receber autorização para ir à Arábia Saudita ajudar na identificação e liberação dos corpos.

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