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Mundo

Remédios falsos, vendidos online, matam cerca de 800 mil pessoas por ano

media Alfândega francesa apreende milhões de medicamentos falsificados todos os anos. AFP PHOTO/JEAN FRANCOIS MONIER

A Fundação Chirac lança nesta segunda-feira (14), uma grande campanha contra os medicamentos falsificados, que matam cerca de 800 mil pessoas por ano em todo o mundo. Paralelo ao circuito marítimo ou terrestre, a internet vem se tornando o principal nicho para o aumento do comércio de remédios falsos e contribuindo para a proliferação desses produtos. A RFI participa da campanha dedicando um dia especial no rádio e na internet de luta contra esse problema.

Só em fevereiro de 2014, no porto da cidade do Havre, no norte da França, a alfândega apreendeu 2,4 milhões de medicamentos falsificados. Etiquetados como "chá chinês", estavam milhares de cartelas de aspirina e pílulas, especialmente para problemas de ereção ou contra diarreia, todos falsificados e potencialmente perigosos para seus consumidores. Essa foi a maior apreensão de medicamentos falsos contrabandeados na Europa no ano passado.

Os números comunicados pelas autoridades são surpreendentes: um quarto de pacotes interceptados nos correios em toda a Europa contém medicamentos falsificados. O contrabando de remédios falsos chegou ao primeiro lugar da lista e eles são comercializados ilegalmente mais até do que o cigarro. O fenômeno não é recente, mas vem progressivamente se tornando cada vez mais internacional e "profissional", com a popularização de sites de produtos farmacêuticos.

Mas, embora países ocidentais sejam frequentemente alvo do comércio de medicamentos falsificados, é na África que as estatísticas se mostram gritantes: entre 30% e 70% dos remédios vendidos no continente são falsos. Eles chegam em grandes contêineres de laboratórios clandestinos da China e da Índia e são comercializados abertamente à luz do dia nas ruas e em mercados, especialmente no Quênia, na África da Sul e na Nigéria, além de algumas regiões da África ocidental.

Falsificação é facilitada na internet

O problema se prolifera na internet, um mercado livre para os remédios falsificados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, (OMS), a metade dos medicamentos comercializados online é falsificada. Nos Estados Unidos, 95% das farmácias online vendem remédios falsos.

Na Europa, a quantidade de sites que comercializam esse tipo de produto não pára de crescer. Na Espanha, por exemplo, o aumento entre 2013 e 2014 foi de 55%. O que obrigou as autoridades a fechar cerca de 350 farmácias online no ano passado.

Nenhuma doença escapa da oferta

Os traficantes têm soluções para todo o tipo de doença: da Aids ao diabetes, do câncer à hipertensão. Na África, os medicamentos falsificados mais comercializados são vacinas, antibióticos, anticoncepcionais, analgésicos e remédios contra o câncer. Nos países desenvolvidos, remédios que não são reembolsados pelos planos de saúde é que são os mais procurados pelos consumidores: produtos para emagrecer, contra problemas de ereção, esteróides e hormônios.

O problema é que grande parte dos produtos comercializados através da internet, por não passarem por mecanismos de verificação, não são eficazes. Em 32,1% dos casos, o princípio ativo não é presente. Em 21,4% dos casos, contém falsos princípios ativos. No resto dos casos, as embalagens são falsas e o produto é uma simples cópia do original.

Na Nigéria, por exemplo, um xarope contra a tosse causou a morte de 84 pessoas em 2009. O princípio ativo do remédio era um produto anticongelante para freios de carros.

Operações de combate

A Organização Mundial das Alfândegas realiza vastas operações em cerca de 15 portos africanos. Em 2013, 550 milhões de pílulas falsificadas foram apreendidas; 113 milhões em 2014.

A Interpol também trabalha em uma série de operações, especialmente na África. Entre elas, a missão Pangea, destinada a combater a venda online ilegal de medicamentos. Desde 2008, os trabalhos ganharam reforço das alfândegas e das polícias de alguns países.

Entre 9 e 16 de junho de 2015, a oitava edição da Pangea prendeu 156 pessoas em todo o mundo, responsáveis pelo tráfico de 20,7 milhões de medicamentos potencialmente perigosos. A operação também deu origem à abertura de 429 investigações, retirada de 550 publicidades online de produtos farmacêuticos ilegais e o fechamento de 2.414 sites.

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