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Mundo

Israel: Netanyahu anuncia cerca contra "inundação" de refugiados

media Migrantes africanos liberados do centro de detenção de Holot, em Israel, são obrigados a voltar a seus países REUTERS/Amir Cohen

Neste domingo (6), o premiê Benjamin Netanyahu respondeu aos pedidos da oposição e do presidente palestino Mahmoud Abbas por solidariedade com o anúncio da construção de uma cerca ao redor da fronteira do país com a Jordânia, para evitar uma "inundação" de "migrantes ilegais e ativistas terroristas".

Netanyahu garantiu que Israel "não é indiferente à tragédia humana dos refugiados sírios e africanos, mas que o país é muito pequeno, sem profundidade demográfica ou geográfica. Por isso, precisa controlar suas fronteiras".

A princípio, a cerca deve se estender na fronteira oriental de Israel, entre Eliat e o local que abrigará um aeroporto no Vale Timna. Mas, de acordo com Netanyahu, a barreira chegará até as colinas de Golan, o que significa cercar a margem ocidental do vale do Jordão, uma área ocupada por Israel, mas que integra o território palestino. "Não esperaremos, cercaremos tanto quanto for necessário as fronteiras de Israel com uma sofisticada cerca de segurança que irá controlar nossas fronteiras", afirmou Netanyahu.

Já há uma forte hostilidade em Israel entre africanos candidatos a asilo político e as autoridades, que tentam repatriá-los de qualquer maneira. Na semana passada, a Justiça israelense considerou ilegal a prisão dessas pessoas em centros de detenção no deserto e o governo se viu obrigado a soltar milhares de migrantes. Como as cidades próximas fecharam suas portas, durante alguns dias, virou comum ver migrantes vagando pelo deserto.

Israel concluiu em 2013 a construção de uma cerca de 240 quilômetros ao longo da fronteira com o Egito, que reduziu quase a zero a entrada de imigrantes africanos no país. Mas, recentemente, mais de 50.000 africanos, principalmente da Eritreia e do Sudão, conseguiram entrar em Israel através do Sinai egípcio.
 

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