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Mundo

ONU diz estar sem dinheiro para organizar Conferência do Clima de Paris

media O alerta sobre os cofres vazios foi feito pela secretária-executiva da convenção quadro da ONU sobre o clima, Christiana Figueres. REUTERS/Denis Balibouse

A penúltima sessão de negociações sobre um futuro acordo global sobre o clima foi aberta nesta segunda-feira (31) em Bonn, na Alemanha, com uma declaração preocupante: não há dinheiro em caixa para a próxima reunião de outubro, nem para a COP 21, a grande Conferência do Clima de Paris marcada para o final do ano. O alerta sobre os cofres vazios foi feito pela secretária-executiva da convenção quadro da ONU sobre o clima, Christiana Figueres.

No encontro de Bonn, os países tentam afinar posições para combater os efeitos das mudanças climáticas e chegar à capital francesa com um documento bastante adiantado sobre o assunto. Agora, com a falta de recursos em caixa, a questão financeira também entrou nos debates. A COP 21, que reunirá 195 países de 30 de novembro a 11 de dezembro, tem o objetivo de concluir um acordo histórico contra o aquecimento global.

"Lamento informá-los que temos um déficit de US$ 1,3 milhão (R$ 4,3 milhões) apenas para cobrir as sessões previstas no calendário", disse Figueres, que pediu a todos "os países que possam contribuir que o façam".

A meta da ONU na COP 21 é estabelecer que o aumento da temperatura no planeta não supere 2°C em comparação com a era pré-industrial.

Os representantes dos signatários da convenção da ONU sobre o clima permanecerão reunidos em Bonn até 4 de setembro para estudar um novo texto elaborado pelos copresidentes dos debates. Este documento, base das negociações para um anteprojeto de acordo, deve ser mais claro que o anterior, apesar de manter as opções abertas para que tudo possa ser debatido.

Segundo a ONU, os compromissos nacionais de redução de gases do efeito estufa anunciados até agora - por quase 60 países responsáveis por aproximadamente 70% das emissões - não permitirão cumprir com o objetivo de limitar a mudança climática a uma alta de 2°C.

Brasil tem dívida recorde com a ONU

No início de agosto, o Brasil acumulava uma dívida superior a US$ 245 milhões (R$ 878 milhões ao câmbio de hoje) com as Nações Unidas. O passivo aumentou depois de 2011, quando a contribuição do Brasil passou de 1,4% do total do orçamento da entidade para 2,9%, segundo levantamento feito pelo jornal "O Estado de S. Paulo". A ONU financia suas operações com a contribuição dos governos, que é calculada em função do PIB de cada país.

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