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Mundo

Sob críticas de Pequim e Seul, Japão lembra 70 anos do fim da 2ª Guerra

media O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se curva diante do imperador Akihito e a imperatriz Michiko, durante cerimônia dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, em Tóquio, neste sábado (15). REUTERS/Toru Hanai

O Japão lembra neste sábado (15) o aniversário de sua rendição em 15 de agosto de 1945, que pôs fim à Segunda Guerra Mundial. As cerimônias e os discursos dos líderes japoneses foram realizados sob críticas de seus vizinhos e a visita de três ministras ao controvertido santuário de Yasukuni, que honra soldados mortos em combate e criminosos de guerra.

Haruko Arimura, ministra japonesa de políticas da Mulher, Sanae Takaichi, titular de Assuntos do Interior e Comunicação do Japão, e Eriko Yamatani, encarregada de Oceanos e Catástrofes do país, visitaram o santuário xintoísta situado no centro do Tóquio. Já o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe não foi até o templo, considerado pela China e a Coreia do Sul como um símbolo do passado colonial do Japão, mas enviou uma oferenda ritual, segundo a imprensa japonesa.

O governo chinês não poupou críticias à visita das três ministras japonesas. "A China manifesta sua plena oposição a essa visita, que demonstra de novo a atitude errônea do Japão para com as questões históricas", afirmou a chancelaria.

O santuário honra os 2,5 milhões de militares japoneses mortos em conflitos bélicos desde 1868. Mas, entre eles, há 14 que os aliados condenaram como criminosos de guerra após a rendição do Japão. Por este motivo, as visitas de dirigentes políticos a este templo costumam criar polêmica na China e na Coreia do Sul, dois países que sofreram as atrocidades do colonialismo japonês durante a primeira metade do século XX.

"Venho homenagear aqueles que se sacrificaram por seu país e rezei para os esforços em favor da paz no Japão e no mundo", declarou Arimura aos jornalistas. "Trata-se de uma questão nacional e isso não deveria gerar problemas diplomáticos", enfatizou, por sua parte, Takaichi. De acordo com o deputado Koichi Hagiuda, conselheiro do primeiro-ministro, Abe preferiu não visitar o templo, mas "seus sentimentos por Yasukuni e seu reconhecimento pelos mortos durante a guerra permanecem intactos".

Imperador exprime "profundo remorso"

O imperador Akihito, filho de Hirohito, que reinou durante a guerra, pronunciou um discurso na presença de Abe e de 7 mil pessoas em Budokan, centro de Tóquio. Akihito, que nunca visitou Yasukuni, expressou seu profundo remorso pelo papel de seu país durante a Segunda Guerra Mundial, uma novidade, segundo a imprensa local.

Esta declaração acontece um dia depois que o premiê expressou seus "pêsames eternos" pelas vítimas da guerra. Mas Abe também destacou que as futuras gerações "não devem ser predestinadas" a pedir desculpas pelo passado militar de seu país. "O Japão reiterou muitas vezes seu sentimento de remorso profundo e suas desculpas sinceras por seus atos durante a guerra", disse o chefe de Governo, citando "a história de sofrimento dos povos da Ásia".

Ele aproveitou para recordar que mais de 80% da população do país nasceu depois da guerra. "Não devemos permitir que nossos filhos, netos e as futuras gerações, que não têm nada a ver com a guerra, sejam predestinados a pedir desculpas", afirmou o premier, que tem 60 anos. Abe insistiu que o povo japonês tem "a responsabilidade de receber a herança do passado, com total humildade, e transmiti-la para o futuro".

Ponto de discórdia

Sete décadas depois da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a expansão militar nipônica entre 1910 e 1945 permanece como um ponto de discórdia nas relações com os países vizinhos, especialmente China e Coreia do Sul, que examinam de maneira minuciosa as palavras e gestos de Tóquio a cada aniversário do conflito.

A China afirma que mais de 20 milhões de cidadãos morreram na invasão japonesa, ocupação e atrocidades cometidas pelo exército japonês. Segundo Pequim, 300 mil pessoas foram massacradas no saque de Nankin, além de estupros e destruição cometida por militares japoneses durante as seis semanas posteriores à entrada das tropas nesta cidade em 13 de dezembro de 1937. Muitos historiadores estrangeiros, no entanto, questionam esse número.

Desculpas repetidas

As palavras "desculpas" e "agressão" foram pronunciadas pela primeira vez em Tóquio em um gesto histórico do primeiro-ministro socialista Tomiichi Murayama em 1995. Uma década depois, o conservador Junichiro Koizumi acrescentou os termos "dominação colonial" e "profundo arrependimento". A imprensa japonesa insistiu que Abe, acusado por seus críticos de revisionismo histórico, havia retomado as "palavras-chaves" dos antecessores no cargo.

A China também reagiu ao discurso da véspera, afirmando querer que o Japão peça desculpas sinceras por suas agressões. O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, por sua vez, chamou o discurso de Abe de "um deboche imperdoável para o povo coreano", segundo um comunicado distribuído pela agência oficial KCNA. O comunicado acrescenta que as palavras de Shinzo Abe não foram "uma admissão e um pedido de desculpas honestos pelos crimes monstruosos e os danos impronunciáveis cometidos".

As Filipinas, por outro lado, disse ter construído com seu antigo inimigo "uma sólida amizade". Desde o fim da guerra, o Japão "atuou com compaixão", afirmou o chanceler filipino Albert del Rosario.

(Com informações da AFP)

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