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Mundo

Japão lembra 30 anos de 2º pior acidente da aviação; ouça últimos minutos

media Crianças rezam em frente ao memorial destinado às vítimas do crash do avião da Japan Airlines (JAL) no vilarejo de Ueno, em 12 de agosto de 2015. TOSHIFUMI KITAMURA / AFP

Centenas de pessoas se dirigiram nesta quarta-feira (12) ao local onde, há 30 anos, caiu um Boeing 747 da companhia Japan Airlines (JAL), uma catástrofe que custou a vida de 520 pessoas e é considerada a segunda pior tragédia aeronáutica da história. O acidente matou 506 passageiros e 14 membros da tripulação – mas teve quatro sobreviventes.

No dia 12 de agosto de 1985, às 18h56 locais, o voo 123, que faria a rota entre Tóquio e Osaka, no oeste do Japão, colidiu contra as montanhas de Gunma, 150 km ao norte de Tóquio, apenas meia hora depois de decolar. O acidente foi o que mais causou vítimas envolvendo apenas uma aeronave, e segue gravado na memória dos japoneses.

Apenas 4 pessoas sobreviveram – todos estavam sentados na mesma fila, na parte traseira do avião. Durante o turbulento voo, com oscilações extremas, os passageiros perceberam que iriam morrer e muitos escreveram no primeiro papel que encontraram suas últimas palavras.

Uma explosão na cauda do Boeing fez com que o piloto Masami Takahama, que tinha mais 12.000 horas de voo, perdesse o controle da aeronave. O avião se dirigiu fatalmente à cadeia de montanhas. A região, de difícil acesso, fez com que as operações de socorro fossem delicadas e durassem vários dias.

Falha mecânica

A investigação comandada pelo governo determinou que a tragédia ocorreu devido a um reparo mal feito sete anos antes do acidente, em uma divisória que separava a cabine pressurizada da parte traseira do avião. A peça rachou com o tempo e gerou uma ruptura dos sistemas hidráulicos do sistema de controle e do leme.

Todos os anos, as famílias das vítimas se dirigem ao monte Osutuka para lembrar o acidente. As imagens mostradas na televisão exibiram os familiares subindo com velas e adornos florais funerários.

"Quando venho aqui, tenho a sensação de que posso vê-la, é como se estivesse diante de mim", disse à imprensa local um homem de 81 anos que perdeu a filha no acidente.

Empresa faz questão de lembrar

O presidente da JAL, Yoshiharu Ueki, participou de uma cerimônia de homenagem às vítimas. A empresa busca manter o acidente na memória e ressalta que as preocupações com a segurança são primordiais.

"Nunca vamos poder esquecer", disse Satoshi Iizuka, um ex-policial que foi o encarregado de identificar os corpos do acidente, à rede TV Asahi.

O único acidente aeronáutico mais letal que este foi a colisão entre dois aviões nas Ilhas Canárias em 1977, que deixou 538 mortos.

 

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