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Mundo

Cometa "Tchouri" e sonda Rosetta alcançam o ponto mais próximo do Sol

media O robô espacial Philae está estacionado no cometa "Tchouri" desde novembro de 2014. AFP PHOTO / ESA/Rosetta/Philae/CIVA

O cometa "Tchouri", acompanhado pela sonda europeia Rosetta, alcançará nesta quinta-feira (13) o ponto mais próximo ao Sol em seu percurso, em uma nova etapa de sua missão de busca pelas origens da vida na Terra. Logo depois, ele deve se afastar do astro em uma trajetória elíptica que demorará seis anos e meio para percorrer.

O cometa 67P/Tchouriumov-Gerasimenko alcançará o ponto mais próximo ao Sol às 4h no horário de Paris (23h de Brasília nesta quarta-feira). Os dois corpos ficarão a uma distância de 186 milhões de quilômetros.

Ao se aproximar do astro, o gelo subterrâneo do cometa vai se transformar em vapor, provocando tempestades de gás e poeira e projetando partículas. Os cientistas esperam que esse fenômeno permita a captura de resíduos orgânicos da formação do sistema solar, presas há 4,6 milhões de anos no gelo do "Tchouri".

Expectativa de novas informações

O robô espacial europeu Philae permanece em silêncio há mais de um mês, e caberá à sonda Rosetta capturar essas partículas do "Tchouri". Rosetta está atualmente localizada a cerca de 300 quilômetros do cometa e não pode se aproximar mais ainda dele devido ao risco de ser perder na tempestade de gás.

Através das imagens realizadas pelo Rosetta, os cientistas também poderão comparar a aparência do cometa antes e depois do fenômeno. As fotos, as amostras de gás e outras medições feitas pela sonda devem trazer novas informações sobre a composição do "Tchouri" e o seu ciclo.

Philae em silêncio

Philae está estacionada no cometa desde o seu pouso turbulento, em 12 de novembro de 2014. Após sete meses de hibernação, o robô voltou a fazer contato com Rosetta em oito ocasiões. Mas desde 9 de julho, data de seu último sinal, permanece em silêncio.

"Philae pode estar ativa. Mas como não temos nenhum contato, não sabemos nada de sua condição", disse à AFP Patrick Martin, chefe da missão Rosetta.

Quando o cometa se afastar do Sol e suas tempestades de gás se acalmarem, os cientistas esperam chegar perto e restabelecer contato com o pequeno robô precioso.

(Com informações da AFP)

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