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Mundo

Divergência em declarações sobre avião revolta famílias das vítimas do MH370

media Familles chinoises des disparus du vol MH370 de Malaysia Airlines éplorées devant le siège de la compagnie à Pékin ce jeudi 6 août 2015. REUTERS/Jason Lee

Algumas horas após o anúncio das autoridades malaias de que o pedaço de uma asa de avião encontrado na ilha da Reunião pertence ao Boeing 777 da Malaysia Airlines desaparecido, as famílias das vítimas, a maioria delas chinesas, não esconderam sua revolta. Isso porque os investigadores franceses não confirmam de forma definitiva o que foi anunciado pelos malaios.

Na quarta-feira (5), o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, supostamente acabou com o mistério que durava desde a semana anterior, quando um pedaço de asa foi encontrado no Oceano Índico. "Hoje, 515 dias após o desaparecimento do avião, é com o coração muito pesado que eu preciso dizer que uma equipe internacional de especialistas confirmou conclusivamente que os destroços da aeronave encontrados na Ilha da Reunião pertencem, de fato, ao MH370", disse Razak.

Mas as autoridades francesas, principais responsáveis pela investigação que ocorre na região de Toulouse, sudoeste da França, preferiram manter a cautela. "Podemos dizer que existem fortes presunções para dizer que o pedaço de asa encontrado pertence ao Boieng do voo MH370 da companhia Malaysia Airlines”, disse o procurador-adjunto francês Serge Mackowiak. Ele explicou: “Por duas razões. Primeiro, o representante do construtor aeronáutico Boieng confirmou que o destroço é de um aparelho Boeing 777. Segunda razão: o representante da companhia Malaysia Airlines nos passou elementos da documentação técnica do Boieng."

Das 239 pessoas a bordo do MH370, 153 eram chinesas. Nesta manhã, vários parentes das vítimas protestaram diante do escritório da companhia Malaysia Airlines em Pequim. A polícia foi chamada para intervir e conter a revolta. Eles reclamam do descaso das autoridades malaias e da companhia aérea, que não contataram os parentes. Para eles, é inadmissível que a Malásia exprima certeza de que o destroço encontrado pertence, de fato, ao avião desaparecido, enquanto as autoridades francesas falam de "forte probabilidade".

“Quem será punido?”

Em entrevista à RFI, o chinês Steve Wang, cuja mãe era uma das passageiras do MH370, contou que não dormiu a noite inteira, passou toda a madrugada em busca de novas informações na imprensa sobre os primeiros resultados das investigações. Depois do fechamento da célula de crise, criada pelo governo da China, as famílias das vítimas não têm mais interlocutor e nenhum apoio psicológico.

"Ninguém me mandou mensagem ou me ligou, nem do governo malaio, nem do governo chinês. Os franceses falam de grandes possibilidades de que o pedaço de asa seja do voo MH370, mas não dizem ter 100% de certeza”, afirma Wang. “Não entendo porque a Malásia tem toda essa certeza e se apressa em fazer esse anúncio. As famílias chinesas acham que o governo malaio quer se livrar desse problema, nos pagar logo as indenizações e encerrar o caso.”

Para o jovem chinês, ainda restam muitas perguntas: “Afinal, mesmo se esse destroço for do Boeing 777 da Malaysia Airlines, isso é só o começo. Tem tanta coisa ainda para ser resolvida! O que aconteceu com o avião? Quem são os responsáveis? E quem será punido?".

Na manhã desta quinta-feira, os investigadores franceses darão início a análises complementares para a confirmação da origem do destroço. As investigações estão sendo feitas na sede da Direção geral de Armamentos Técnicos Aeronáuticos de Balma, no sul da França, na presença de representantes franceses, malaios, chineses e americanos. O governo australiano, por sua parte, também declarou que continua as buscas nas regiões onde o destroço foi encontrado.

 

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