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Mundo

Israel decreta prisão administrativa de extremista judeu

media Casa queimada por extremistas judeus em ataque que matou um bebê palestino REUTERS/Abed Omar

O governo de Israel assinou na noite da terça-feira (4) a primeira ordem de prisão administrativa de um extremista judeu desde a adoção da política de tolerância zero contra radicais israelenses. A decisão acontece depois da morte de um bebê palestino, na última sexta-feira (31), em um incêndio criminoso na casa de uma família palestina na Cisjordânia ocupada. De acordo com um comunicado do ministério da Defesa de Israel, o militante Mordechai Mayer é o primeiro israelense a ser submetido à medida, até então aplicada apenas a palestinos suspeitos de extremismo.

Ele foi detido ontem à noite e ficará preso por seis meses, segundo a nota do ministério, por "seu envolvimento em atividades violentas e ataques terroristas praticados nos últimos tempos". No entanto, o governo não indicou se Mayer, preso sem passar por nenhum julgamento, tem envolvimento no atentado.

Defesa das liberdades civis

A detenção administrativa, denunciada por organizações de defesa das liberdades civis, é uma medida à qual foram submetidos centenas de palestinos. A decisão de aplicá-la a um israelense pretende, segundo Tel Aviv, prevenir novos casos de violência onde as provas são insuficientes para realizar uma acusação.

Um outro israelense, Eviatar Slonim, também foi preso na terça-feira (4) sem indicação de envolvimento no ataque de sexta-feira. Segundo o serviço de segurança interna israelense, ele pertenceria a uma organização extremista. Ele e outro israelense, Meir Ettinger, personalidade célebre do extremismo judaico, detido preventivamente na segunda-feira, estavam proibidos de entrar na Cisjordânia ocupada.

Bebê queimado vivo

O bebê palestino Ali Dawabcheh, de um ano e meio, morreu queimado e seus pais ficaram feridos em estado grave quando colonos israelenses atearam fogo em sua casa na Cisjordânia ocupada. Sua mãe Eham, de 26 anos, seu pai Saad e seu irmão Ahmed, de quatro anos, ficaram feridos e foram transportados a um hospital israelense. Uma menina também sofreu lesões, segundo várias fontes, e foi internada.

A mãe teve queimaduras de terceiro grau em 90% de seu corpo, o pai, em 80% do corpo, e Ahmed, em 60%, segundo os médicos israelenses.

Antes de fugir, os colonos picharam uma estrela de David nos muros e escreveram "o preço a pagar" e "vingança", dois dias após a demolição pelas forças israelenses de duas casas em obras em um assentamento próximo a Ramallah.

Crime de guerra

O presidente palestino, Mahmud Abbas, anunciou que o Estado hebreu deverá responder por esse novo "crime de guerra" perante o Tribunal Penal Internacional. "Preparamos imediatamente o dossiê que será submetido ao TPI", disse.

Em um gesto pouco comum, Netanyahu telefonou para Abbas e expressou que ambos precisam lutar juntos contra o terrorismo, não importa de onde ele vier. "Todos em Israel estão comovidos por este ato terrorista condenável que atingiu a família Dawabcheh", afirmou Netanyahu, que visitou no hospital de Tel Aviv a família do menor morto.

Milhares de palestinos marcharam pela aldeia de Duma durante o funeral do bebê Ali Dawabcheh, de um ano e meio. Uma bandeira palestina envolvia seu corpo.

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