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Mundo

Bebê morto na Cisjordânia: Israel tem dificuldade em conter protestos

media Manifestantes palestinos em um check-point na Cisjordânia. AFP PHOTO / JAAFAR ASHTIYEH

Dois jovens manifestantes palestinos foram mortos nesta sexta-feira (31) em manifestações que reuniram milhares de pessoas para protestar contra o ataque terrorista que vitimou um bebê de 18 meses na Cisjordânia. O incêndio criminoso que matou a criança é atribuído a extremistas israelenses. Autoridades políticas e religiosas da Israel condenaram o atentado, ocorrido no vilarejo de Duma.

Michel Paul, correspondente da RFI em Jerusalém

Um dos jovens palestinos feridos nos protestos de ontem morreu na manhã desta sábado. Laith Khaldi havia levado um tiro na véspera. Segundo um porta-voz do exército israelense, seus soldados “responderam” depois que “um suspeito palestino lançou um coquetel molotov em direção a um posto militar em Bir Zeit”.

Na sexta-feira, Mhammed al Masri, um palestino de 17 anos, também sucumbiu aos ferimentos. Ele foi atingido por tiros israelenses durante manifestação próxima à fronteira entre Israel e Gaza. O exército israelense diz que o jovem jogou pedras contra uma barreira e seus soldados teriam visado “os membros inferiores do suspeito”.

Condenação unânime em Israel

A morte dos dois adolescentes ocorrem em um contexto de tensão extrema provocada pela morte do bebê palestino, queimado vivo em um incêndio em sua casa, no vilarejo de Duma, próximo a Naplouse, em função de um ataque atribuído a colonos israelenses.

Cerca de 3 mil pessoas participaram do funeral de Ali Dawabcheh, de 18 meses, que foi sepultado na sexta-feira sem a presença de seus pais e de seu irmão de 4 anos, que continuam em estado crítico no hospital. Algumas horas após a cerimônia, milhares de palestinos foram às ruas pedir “vingança” e as manifestações acabaram se transformando em enfrentamentos.

O primeiro-ministro de Israel reagiu rapidamente para tentar restabelecer a calma. Benjamin Netanyahu falou ao telefone com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. “Devemos juntos lutar contra o terrorismo, seja qual for a sua origem”, disse o líder israelense, que também visitou a família Dawabcheh no hospital de Tel Aviv. Fato raro, Netanyahu classificou o ataque de “atentado terrorista”, e o presidente israelense, Reuven Rivlin, também condenou o que chamou de “crime odioso”.

A classe política israelense em peso denunciou o ataque, além de líderes religiosos, que afirmaram que os atos são “contrários ao espírito do judaísmo” – o que é ainda mais raro. De seu lado, Abbas prometeu enviar um novo dossiê por “crimes de guerra” à Corte Penal Internacional.

Uma investigação foi aberta e as autoridades israelenses prometem fazer tudo para encontrar os autores do incêndio criminoso de Duma. Mas até o momento, são raros os casos em que agressores de palestinos ou árabes israelenses são realmente punidos por Israel.

Israel e seus extremistas

Os crimes de ódio se repetem nos últimos anos. Na maior parte dos casos, em completa impunidade, sobretudo quando as vítimas são palestinas. Mas há exceções: os assassinos de Mohammed Abou Khdeir, um adolescente palestino de 16 anos queimado vivo em 2014, foram presos. O mesmo aconteceu com os jovens extremistas que incendiaram uma igreja em Tabgha, no norte de Israel, e a escola bilíngue de Jerusalém, no último dia 18 de junho.

Já o autor do ataque homofóbico da parada gay de Jerusalém, em que seis pessoas foram esfaqueadas, Yishai Schlissel, foi preso novamente após ter sido liberado da prisão em junho, 10 anos após ter cometido exatamente o mesmo crime.

Para o professor de Ciência Políticas da Universidade de Israel Denis Charbit, este contexto explicita “uma contradição crescente” do primeiro-ministro israelense. Ao autorizar a construção de 300 novos alojamentos na Cisjordânia, ele contribui para o desenvolvimento de uma colonização que só colabora com o aumento das tensões.
 

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