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Mundo

Governo americano defende acordo sobre programa nuclear iraniano

media John Kerry, chefe da diplomacia norte-americana, tenta convencer a opinião pública da pertinência do acordo sobre o nuclear iraniano. REUTERS/Carlos Barria

O departamento de Estado norte-americano enviou neste domingo (19) o acordo sobre o programa nuclear iraniano para análise do Congresso, que deve aprovar o texto nos próximos dois meses. Ao mesmo tempo, os membros do governo tentam convencer a população dos Estados Unidos, mas também países aliados, como Israel, da eficácia do documento.

Após a assinatura, em 14 de julho, do acordo sobre o nuclear iraniano, o governo norte-americano lançou uma verdadeira campanha de explicação do texto. O documento, assinado em Viena entre as seis potências mundiais (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido, Alemanha e Irã), prevê a limitação das atividades nucleares de Teerã em troca da retirada das sanções internacionais impostas contra a república islâmica. Mas as últimas declarações do guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, afirmando no sábado (18) que Teerã não pretende mudar sua política internacional contra a “arrogância” dos Estados Unidos, não estão ajudando esse processo pedagógico iniciado por Washington.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, participou de vários programas de televisão neste domingo (19) para dar detalhes sobre o texto. “Esse acordo vai funcionar, pois ele permite inspeções inéditas (nas instalações nucleares)”, declarou o chefe da diplomacia ao canal CBS. “Se o Congresso não validar o texto, não teremos perícias, não teremos sanções e não poderemos negociar”, martelou, um pouco mais tarde, na emissora CNN.

Convencer Israel da pertinência do acordo com Teerã

O secretário de Defesa norte-americano, Ashton Carter, desembarcou neste domingo em Israel para se encontrar com as autoridades locais. O representante da Casa Branca se reúne com o ministro israelense da Defesa, Moshé Yaalon, e tem encontro marcado, na terça-feira (21), com o premiê Benjamin Netanyahu, principal opositor ao acordo assinado em Viena.

Israel, assim como a Arábia Saudita, temem que o Irã não cumpra suas promessas, que consistem, entre outras coisas, em autorizar a visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em suas estruturas nucleares. O premiê israelense, que chegou a declarar que o texto representa “um erro histórico”, avisou neste domingo que pretende pedir a Washington a negociação de um novo acordo.

Tel Aviv e Riad querem garantias de segurança. Para traquilizar os dois aliados, o presidente norte-americano, Barack Obama, já prometeu que vai reforçar a cooperação em termos de cyber segurança e defesa civil.

Análise do Congresso

O Congresso norte-americano recebeu oficialmente neste domingo o texto completo do acordo nuclear iraniano, que deverá ser votado pelas duas Câmaras. Os parlamentares, de maioria republicana e contrários ao documento, têm 60 dias para ratificá-lo. O voto negativo poderia impedir a suspensão das sanções dos Estados Unidos visando Teerã, colocando em risco a viabilidade do texto.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas também discute, nesta segunda-feira (20), a adoção de uma resolução sobre o tema.

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