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Mundo

Para Putin, investigação sobre queda de voo da Malaysia é “contraprodutiva”

media Próximo ao local do acidente do voo MH17 da Malaysia Airlins, uma coroa de flores foi depositada em homenagem às vítimas do acidente que completa 1 ano neste 17/07/15. REUTERS/Kazbek Basayev

A criação de um tribunal especial da ONU para julgar os responsáveis pela queda do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia seria “contraprodutiva”, na opinião do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Os separatistas pró-russos do leste ucraniano são acusados por Kiev e os ocidentais de terem abatido por o engano o voo MH17, há um ano.

Na véspera do primeiro aniversário da catástrofe, o líder russo conversou por telefone sobre o assunto com o premiê da Holanda, Mark Rutte, nesta quinta-feira (16). A maioria das vítimas eram holandesas.

“Putin explicou em detalhes a posição russa em relação à iniciativa prematura e contraprodutiva de vários países, inclusive a Holanda, de constituir um tribunal para julgar os responsáveis”, declarou o Kremlin, por comunicado. A tragédia deixou 298 mortos e, até hoje, ninguém foi responsabilizado pelo acidente.

Antes de “implantar mecanismos judiciais e levar os culpados por este crime à justiça, é preciso terminar a investigação internacional, que deve ser minuciosa e objetiva, independente e imparcial”, argumentou Putin. A agência federal russa da aviação, Rosaviatsia, deve entregar nesta quinta-feira (16) as suas primeiras conclusões sobre a tragédia.

Acusações mútuas

O Boeing 777 da companhia Malaysia Airlines foi abatido no leste da Ucrânia em 17 de julho de 2014, em uma zona próxima da linha de frente dos combates entre as forças ucranianas e os separatistas, que na época estavam acirrados. Os dois lados se acusam de serem os responsáveis pelo disparo antiaéreo que resultou na queda do avião.

Kiev e os ocidentais alegam que foi usado um míssil terra-ar BUK, fornecido pela Rússia. Mas o Kremlin sempre negou estar envolvido militarmente no conflito na Ucrânia, ajudando os insurgentes.

Pouco depois da catástrofe, a Malásia, a Holanda e outros países pediram a criação de um tribunal da ONU para apurar os culpados do acidente. Moscou, membro do Conselho de Segurança da ONU, rejeitou a proposta.

Nesta sexta-feira, as bandeiras estarão a meio-mastro na Holanda. Uma cerimônia será realizada em memória às vítimas, com a participação de cerca de 2 mil familiares.

 

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