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Mundo

Obama: acordo com o Irã vai deter a proliferação de armas nucleares

media O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, celebrou o acordo nuclear com o Irã, na Casa Branca, ao lado do vice Joe Biden. REUTERS/Andrew Harnik/Pool

O presidente americano, Barack Obama, comemorou nesta terça-feira (14) o histórico acordo nuclear alcançado com o Irã, afirmando que ele está baseado na verificação, não na confiança, e que ajudará a deter a proliferação de armas nucleares na região. O presidente iraniano, Hassan Rohani, afirmou que seu país "nunca tentará obter uma arma nuclear".

"Todos os caminhos em direção a uma arma nuclear estão cortados", disse Obama em um discurso à nação a partir da Casa Branca, acompanhado pelo vice-presidente Joe Biden. "Este acordo mostra que a diplomacia americana pode trazer mudanças significativas", acrescentou.

A televisão pública iraniana transmitiu ao vivo a declaração do presidente americano. Esta é a segunda vez em 36 anos que a TV estatal cede espaço ao discurso de um presidente dos Estados Unidos. Washington rompeu as relações diplomáticas com Teerã em 1979, ano da revolução islâmica.

O presidente do Irã, Hassan Rohani, comemorou o histórico acordo afirmando que "Deus ouviu as preces" do povo iraniano. "Todos os nossos objetivos foram alcançados", acrescentou. Rohani discursou ao vivo na televisão minutos depois do pronunciamento de Obama.

Acordo

Ao final de 17 dias de intensas negociações, em Viena, sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã e as grandes potências do grupo 5+1 (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China mais a Alemanha) anunciaram ter chegado a um compromisso. O acordo põe fim a 12 anos de atritos entre o Irã e os ocidentais, uma crise que Rohani chamou de "desnecessária".

Segundo Rohani, daqui para a frente, o Irã e as grandes potências podem "concentrar-se nos desafios compartilhados", em referência à luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que ataca alvos xiitas e ocidentais a partir de suas bases na Síria e no Iraque.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohamad Javad Zarif, celebrou o compromisso. "É um momento histórico", declarou Zarif na abertura da reunião plenária que encerrou os 17 dias de negociações em Viena.

A seu lado, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, afirmou que este é "um sinal de esperança para o mundo inteiro" e abre "um novo capítulo nas relações internacionais".

O objetivo do acordo é assegurar que o programa nuclear iraniano tem um caráter não militar, em troca da retirada das sanções internacionais que asfixiam a economia do país. O texto, que autoriza Teerã a prosseguir com o programa nuclear civil, abre o caminho para uma normalização da presença do Irã no cenário internacional.

Teerã aceitou conceder um acesso limitado a locais militares, com base no protocolo adicional que permite um controle reforçado do programa nuclear, relatou uma fonte iraniana.

"Nossos locais militares não estão abertos aos visitantes porque cada país tem o direito de proteger seus segredos. O Irã não é uma exceção. No entanto, o Irã vai aplicar o protocolo adicional (ao Tratado de Não Proliferação Nuclear) e, com base nessas disposições, dará um acesso programado a certas instalações militares definidas no texto", declarou a fonte.

Investigação da AIEA

A AIEA, chave na conclusão do acordo final, assinou com o Irã um "mapa do caminho" que autoriza uma investigação sobre o passado do programa nuclear de Teerã, em função da suspeita de uma possível dimensão militar, anunciou o diretor geral do órgão da ONU, Yukiya Amano.

A AIEA exigia há muito tempo a possibilidade de investigar as suspeitas de que, pelo menos até 2003, o programa nuclear iraniano teve por objetivo a produção da bomba atômica.

O Irã sempre negou as acusações, alegando que era uma informação falsa fornecida por seus inimigos, ao mesmo tempo que acusava a AIEA de não ser neutra.

O acordo histórico permite a retirada progressiva das sanções internacionais impostas a Teerã a partir do início de 2016, mas também prevê o retorno das mesmas em caso de violação dos compromissos por parte da República Islâmica, segundo um diplomata francês.

Os negociadores, começando pelo chefe da diplomacia americana, John Kerry, e seu colega iraniano, Mohamad Javad Zarif, batalharam até o último minuto para superar os "pontos de divergência", segundo os termos de Josh Earnest, porta-voz do presidente Barack Obama.

(Com informações da AFP)

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