Ouvir Baixar Podcast
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 15/11 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 15/11 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 15/11 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/11 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 14/11 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 14/11 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 14/11 09h36 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Quase 150 morrem na Nigéria em supostos ataques do Boko Haram

media Foi o ataque mais sangrento desde que o presidente Muhamadu Buhari assumiu o poder REUTERS/Afolabi Sotunde

Quase 150 pessoas foram mortas em ataques cometidos por supostos membros do grupo islamita Boko Haram em aldeias no nordeste da Nigéria, incluindo crianças e adultos que faziam suas orações e mulheres que preparavam o jantar em suas casas. Segundo testemunhas, dezenas de rebeldes atacaram na quarta-feira três vilarejos remotos do estado de Borno, matando moradores e incendiando suas casas.

Trata-se do dia mais sangrento de ataques do grupo extremista desde que o presidente Muhamadu Buhari assumiu o poder, em maio. No total, 97 pessoas foram assassinadas em um ataque na aldeia de Kukawa, perto do lago Chade, segundo testemunhas. Em outras duas aldeias vizinhas, perto da cidade de Monguno, na mesma região, homens armados mataram 48 pessoas e feriram outras 11, de acordo com um deputado local e testemunhas.

Ataques a mesquitas

O primeiro ataque ocorreu por volta das 18h30 (14h30 de Brasília) de quarta-feira, quando "os terroristas atacaram primeiramente os muçulmanos que faziam suas orações em várias mesquitas", relatou Babami Alhaji Kolo, um morador. "Eles, então, invadiram as casas, onde atiraram contra as mulheres", acrescentou, explicando que "alguns terroristas permaneceram no local para incendiar os cadáveres enquanto os demais matavam as mulheres que faziam o jantar em suas casas".

"Posso assegurar que os terroristas mataram pelo menos 97 pessoas", insistiu outra testemunha, também chamado Kolo, que relatou ter perdido seu tio, Modu Mustafá Baga, um dos líderes do distrito, neste ataque. "Mataram seus filhos, ao menos cinco deles, e atearam fogo a sua casa", relatou a partir de Maiduguri, a capital do estado de Borno, onde se refugiou junto a outros moradores. Outra testemunha, Kwantami Amodu, um pescador da aldeia, disse ter contado 97 corpos.

Seleção de vítimas

Nas outras duas aldeias, "atiradores do Boko Haram mataram 48 homens e feriram outros 11 por volta das 20h30 (16h30 de Brasília)", indicou o deputado local Mohammed Tahir. Duas testemunhas evocaram o mesmo número de vítimas. Os agressores chegaram de moto e caminhonetes nas duas aldeias, 90 km ao norte de Maiduguri, na quarta-feira às 20h30 (16H30 de Brasília), em pleno jejum do Ramadã.

"Eles selecionaram alguns homens no meio da multidão, os reuniram e mataram a tiros, antes de incendiar as duas localidades, que foram completamente destruídas", disse o deputado. De acordo com o deputado, os terroristas vieram da região do lago Chade, onde os insurgentes do Boko Haram se refugiaram quando foram expulsos pelo exército de seu reduto, a selva de Sambisa, mais ao sul.

 
O tempo de conexão expirou.