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Mundo

Al Qaeda confirma morte de líder em ataque de drone americano no Iêmen

media Imagem de Nasser al-Wasgishi em um vídeo da Al Qaeda. DR

Em um vídeo postado no YouTube, o grupo Al Qaeda na Península Arábica, conhecido pela sigla Aqpa, confirmou nesta terça-feira (16) a morte do chefe da organização terrorista, Nasser al-Wahishi. Ele foi atingido na sexta-feira (12) em um bombardeio de um drone americano, que também visou outros dois rebeldes islamitas. O grupo Aqpa nasceu da fusão dos núcleos iemenita e saudita da Al Qaeda e daqui para frente será dirigido por Qassem al-Rimi.

Nasser al-Wahishi era considerado o número dois da rede Al Qaeda. O iemenita, que fugiu da prisão em 2006, foi designado vice do chefe Ayman al-Zawahiri, em 2013. A morte dele havia sido anunciada na noite de ontem (15) pela imprensa internacional, mas as informações sobre o local do ataque ainda divergem.

Um funcionário iemenita revelou à AFP que Al-Wahishi foi provavelmente morto em um ataque de drones americanos em Mukalla, feudo da Al Qaeda no sudeste do Iêmen, e que seu corpo estaria em um hospital local isolado por militantes. "Há atualmente quatro corpos de membros da Al-Qaeda. Acreditamos que um deles pertence a Al-Wahishi", disse o funcionário, que pediu para não ser identificado.

Já a rede de televisão CNN, que cita dois altos funcionários da segurança nacional do Iêmen, diz que Nasser al-Wahishi morreu na sexta-feira na região de Hadramout, a leste de Áden, no sul do país.

Al Qaeda no Iêmen

A Al Qaeda no Iêmen, que nasceu em janeiro de 2009 da fusão dos grupos saudita e iemenita da Al Qaeda, é considerada por Washington o braço mais perigoso do movimento islâmico radical. Os Estados Unidos ofereceram, em outubro de 2014, uma recompensa de US$ 45 milhões pela captura de oito dirigentes do grupo no Iêmen, entre eles, Nasser al-Wahishi.

O chefe-militar da Aqpa, Qassem al-Rimi, foi nomeado para substituir al-Wahishi em uma reunião com os altos dirigentes da rede terrorista, informou o vídeo postado pelo grupo no YouTube.

O grupo extremista aproveitou o enfraquecimento do poder central em 2011, em consequência da revolta contra o então presidente, Ali Abdullah Saleh, para fortalecer sua presença no Iêmen, principalmente no sul e sudeste do país. A Aqpa também reivindicou o atentado que dizimou a redação do jornal satírico francês Charlie Hebdo, em janeiro de 2015.
 

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