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Mundo

Grupo EI ameaça patrimônio da cidade antiga de Palmira

media Colunas romanas do sítio arqueológico de Palmira, no sudoeste da Síria, ameaçado pelo grupo Estado Islâmico. wikipédia

Os jihadistas do grupo Estado Islâmico conseguiram se apoderar do norte da cidade antiga de Palmira, no centro da Síria, espalhando o terror entre a população. Combates estão acontecendo nas ruas entre os extremistas e tropas sírias. O sítio arqueológico está ameaçado.  

O que todos temiam, aconteceu. Os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) entraram na cidade antiga de Palmira, onde, no sudoeste, fica o sítio arqueológico classificado como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Com a ameaça dos extremistas, centenas de estátuas e objetos arqueológicos já foram transferidos para áreas seguras, mas peças fixadas nos muros ou impossíveis de transportar, permanecem no local.

Maamoun Abdelkarim, responsável pelo departamento de Antiguidades sírias na instituição, afirmou que a situação é grave. "Basta que cinco membros do EI cheguem às ruínas para destruir tudo", ele advertiu, pedindo mais uma vez que a comunidade internacional se mobilize.

Combates

Os membros do EI se apossaram de todo o norte de Palmira (ou Tadmor, nome árabe da cidade), informou Rami Abdel Rahmane, diretor do Observatório sírio dos Direitos Humanos (OSDH). "Eles entraram sem veículos e se infiltraram entre os imóveis", disse Rahmane.

O avanço dos jihadistas ocorreu depois da tomada do edifício da Segurança do Estado sírio e de uma barragem, no mesmo setor. Há indícios de que os soldados sírios fugiram depois da tomada do edifício, dirigindo-se para o sudoeste, perto do sítio arqueológico.

No sábado (16), o grupo Estado Islâmico se apoderou da maior parte do norte de Palmira, antes de ser expulso 24 horas depois pelas forças do regime.

Palmira é uma cidade estratégica para o grupo jihadista sunita por se situar em frente ao grande deserto sírio, fronteira com a província iraquiana de Al-Anbar, cuja maior parte já está sob seu controle. Em outras palavras, uma porta de entrada importante para avançar na conquista do Iraque.

 

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