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Mundo

Equipes de socorro continuam a buscar sobreviventes do novo terremoto no Nepal

media Equipes de resgate trabalham na capital Katmandu, Nepal. REUTERS/Athit Perawongmetha

As equipes de socorro dão seguimento aos trabalhos nesta quarta-feira (13) para encontrar sobreviventes do terremoto de 7,3 na escala Richter que sacudiu o Nepal ontem. Há menos de três semanas, um tremor de terra de intensidade 7,8 devastou o país e resultou na morte de mais de 8 mil pessoas.

"Até ontem, concentrávamos nossos trabalhos na distribuição de ajuda mas, desde ontem, tivemos que retomar as buscas de vítimas", declarou o porta-voz do ministério do Interior do Nepal, Laxmi Prasad Dhakal.

Segundo um último comunicado do governo nepalês, 65 pessoas morreram no terremoto de ontem. O epicentro do tremor foi registrado a 76 quilômetros a leste da capital Katmandu. O fenômeno foi sentido até na Índia, que registrou 17 mortos, e na China, onde uma pessoa morreu.

Medo de novas réplicas

Depois de passar várias noites na rua, após o primeiro terremoto, milhares de pessoas dormiram fora de suas casas ontem, com medo de novas réplicas. Vários imóveis desabaram e deslizamentos de terra foram registrados nas últimas horas nos distritos de Dolakha e Sindhupalchowk, mais afetados pela catástrofe. "A expectativa é que o número de mortos aumente muito ainda", disse o ministro do Interior, Bam Dev Gautam.

As equipes de socorro relatam dificuldades de levar água e alimentos aos habitantes das regiões isoladas do país. De acordo com a Cruz Vermelha, centenas de vítimas estão à espera de atendimento médico em áreas mais afastadas.

Um helicópero militar dos Estados Unidos com seis soldados americanos e dois nepaleses a bordo, que participava da operações, desapareceu em Charikot, no leste do país. Segundo o Pentágono, outros helicópteros que sobrevoavam a região captaram conversas sobre um problema na aeronave desaparecida. As equipes ainda tentam encontrá-lo.

Reação em cadeia

De acordo com especialistas, o terremoto de ontem é consequência do tremor de 25 de abril. A réplica seria uma espécie de reação em cadeia, devido à desestabilização e às falhas no solo. "Os grandes terremotos são seguidos de outros, às vezes até mais fortes", explicou a vulcanóloga Carmen Solana, da Universidade britânica de Portsmouth.

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