Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 17/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 17/10 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 17/10 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 17/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 16/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 16/10 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Número de mortos após terremotos no Nepal pode chegar a 10 mil

media Uma nepalesa, sobre as ruínas da sua casa REUTERS/IFRC/Palani Mohan

Os terremotos que arrasaram o Nepal no fim de semana podem ter causado até 10 mil mortes, afirmou na manhã desta terça-feira (28) o primeiro-ministro do país, Sushil Koirala. "É um desafio e um momento difícil para o Nepal", declarou o premiê nepalês, que pediu ajuda internacional para obter tendas e medicamentos. De acordo com os últimos números oficiais do ministério do Interior, 4.349 pessoas morreram e mais de 7 mil ficaram feridas após o terremoto que atingiu 7,9 graus na escala Richter.

Segundo o governo, o número de mortos poderia chegar a 10 mil porque ainda não chegaram informações de vilarejos isolados. A Organização das Nações Unidas declarou que 8 milhões de pessoas foram afetadas pela catástrofe e que 1,4 milhão de pessoas necessitam ajuda alimentar.

Todos os alpinistas que ficaram presos a mais de 6.000 metros de altitude, devido às avalanches provocadas pelo terremoto, foram resgatados de helicóptero e levados até o campo da base sul da montanha. Entre 17 e 22 alpinistas morreram no fim de semana.

A ajuda internacional começou a chegar ao pequeno país asiático de 28 milhões de habitantes, um dos mais pobres da Ásia, mas as réplicas do terremoto, o dano às infraestruturas e a falta de recursos financeiros atrasam a distribuição dos mantimentos.

Várias campanhas foram lançadas para angariar fundos para tratar das vítimas. O Facebook, por exemplo, fez um apelo por doações e ofereceu até 2 milhões de dólares para completar as contribuições dos usuários.

Pessoas dormindo na rua

Um novo tremor mais leve, o vigésimo desde o violento terremoto de sábado, aterrorizou a população às 21h da segunda-feira (27). Milhares de pessoas estão dormindo nas ruas, com medo de as casas desabarem. Não há mais lugar para os feridos nos hospitais.

Numa verdadeira corrida contra o tempo, a busca por sobreviventes continua, em condições difícílimas. Equipes de salvamento estrangeiras desembarcaram na capital Katmandu com cães farejadores, mas, com o passar do tempo, a esperança de resgatar alguém com vida diminui.

Situação caótica

A situação na capital Katmandu é caótica e milhares de nepaleses tentam fugir, com medo dos tremores que têm se sucedido. Apesar de cada vez mais fracos, espalham o pânico na população. As estradas estão engarrafadas e no aeroporto há filas intermináveis de pessoas tentando encontrar um voo para deixar o país.

As infraestruturas estão danificadas, não há luz nem água e os caminhões-cisterna não conseguem atender a demanda da população. Mortos e feridos estão espalhados pelo chão, pois os hospitais e necrotérios estão saturados. Perto dos rios, as cerimônias de cremação são um cenário doloroso e ininterrupto.

A Unicef já alertou que cerca de um milhão de crianças estão afetadas pela tragédia e há risco de doenças infecciosas.

 
O tempo de conexão expirou.