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Mundo

Após novos atos xenófobos na África do Sul, presidente Zuma cancela viagem ao exterior

media Acampamento de Chatsworth, ao sul de Durban, onde milhares de estrangeiros se refugiam da onda de violência. contra eles. REUTERS/Rogan Ward

Após mais uma noite de violência contra imigrantes, o presidente sul-africano Jacob Zuma cancelou neste sábado (18) a viagem oficial que deveria fazer à Indonésia. O chefe de Estado visitou hoje um acampamento de imigrantes, ao sul de Durban, e prometeu que “vai acabar com a violência” contra os estrangeiros no país.

Jacob Zuma deveria ir neste sábado à Indonésia para participar do 60° aniversário da Cúpula de Países Não-Alinhados. Ele cancelou a viagem para “se ocupar de problemas internos provocados por atos contra os estrangeiros” na África do Sul. Os atos xenófobos começaram antes da Páscoa em Durban, no leste do país, e deixaram até agora seis mortos. Algumas associações falam em até 15 mortos.

Para fugir da violência, cerca de 5.000 imigrantes abandonaram Durban ou Johanesburgo e se refugiaram em acampamentos. Milhares de pessoas preferiram deixar a África do Sul e voltar para seus países. O presidente sul-africano está sendo pressionado diplomaticamente pela comunidade internacional para evitar que um novo drama contra estrangeiros se repita no país. Em 2008, 62 imigrantes morreram em uma onde de violência contra imigrantes.

Nova noite de violência

A polícia confirmou neste sábado a morte de um imigrante na comunidade de Alexandra, em Johanesburgo. No entanto, os policiais se negaram a estabelecer uma ligação imediata com os atos xenófobos e os saques ocorridos durante a noite no local. A identidade do imigrante, que morreu no hospital após ter sido esfaqueado, não foi revelada.

A presidência sul-africana pediu que a polícia faça de tudo para proteger a população e para que os culpados pela violência sejam julgados. O policiamento foi reforçado nas duas cidades. A África do Sul recebe milhões de imigrantes de outros países do continente. Os atos de violência contra os estrangeiros refletem a frustração da maioria da população sul-africana negra que continua sem acesso à escola, ao mercado de trabalho ou a salários decentes.
 

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