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Mundo

Ataque da milícia Al-Shabab em universidade do Quênia deixa ao menos 70 mortos

media Forças de segurança cercaram a Universidade de Garissa nesta quinta-feira (2), depois da invasão da milícia Al-Shabab. REUTERS/Noor Khamis

O ministério do Interior do Quênia confirmou nesta quinta-feira (2) a morte de 70 pessoas e 79 feridos no ataque da milícia Al-Shabab contra a universidade de Garissa. Quatro terroristas foram mortos pelas forças de segurança. A operação, que começou nesta manhã, deve ser concluída em breve, informaram autoridades quenianas.

Segundo o ministro do Interior, Joseph Nkaissery, 500 estudantes foram retirados vivos da residência onde se entrincheiraram os terroristas da Al-Shabab nesta manhã. Apesar da morte de quatro agressores, Nkaissery disse que as forças de segurança ainda rastreiam a universidade em busca de outros integrantes da milícia. Um extremista foi preso nesta manhã, tentando fugir do local.

De acordo com a mídia queniana, o ataque começou no momento da oração muçulmana da manhã, às 5h30 locais. Estudantes que conseguiram fugir da universidade disseram que ao menos 5 homens armados invadiram no local e, em seguida, se dirigiram à residência universitária.

Ao ouvir os tiros, guardas se dirigiram armados para o interior da universidade. A televisão queniana informa que houve um tiroteio intenso e explosões. "Dois seguranças foram assassinados no portão de entrada", informaram policiais.

A polícia cercou a universidade de Garissa e as forças de segurança conseguiram entrar no prédio. Eles confirmaram que os autores do ataque fizeram vários reféns, mas não precisaram o número. De acordo com a Cruz Vermelha, 50 estudantes foram libertados.

Um primeiro comunicado do governo contabilizava dois mortos e quatro feridos, mas o número foi corrigido no final desta manhã para 15 mortos. Nesta noite, o ministério do Interior revisou o número de vítimas para 70. Segundo informações da Cruz Vermelha, a maioria das pessoas hospitalizadas foi ferida por tiros.

Vingança

Os islamitas somalis da Al-Shabab, vinculados à Al-Qaeda, reivindicaram a ação, realizada, segundo eles, para vingar a presença do exército do Quênia na Somália. De acordo com o porta-voz do grupo, Cheikh Ali Mohamud Rage, apenas os estudantes muçulmanos foram libertados. Os agressores e reféns estavam na residência universitária no final desta manhã.

"O Quênia está em guerra contra a Somália. Nosso povo continua lá, eles estão lutando e sua missão é matar os que são contrários aos Shabab", declarou Rage, por telefone, à agência AFP.

Os islamistas somalis multiplicaram os atentados no Quênia desde 2011. Em 2013, eles reivindicaram um violento ataque contra um centro comercial de Nairóbi que deixou 67 mortos. Há menos de um ano, o grupo realizou uma série de ataques contra cidades da costa do país, quando ao menos 96 pessoas foram cruelmente executadas.
 

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