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Mundo

Organização palestina decide romper cooperação de segurança com Israel

media O secretário-geral da OLP, Yasser Abed Rabbo. AFP PHOTO/ABBAS MOMANI

O Conselho da Organização de Libertação da Palestina (OLP) decidiu nesta quinta-feira (5) à noite romper a cooperação de segurança com Israel. Se aplicada, a medida poderá inaugurar um novo período imprevisível no conflito israelense-palestino. Além disso, o Conselho da OLP convocou Israel a assumir todas as suas responsabilidades como potência ocupante dos territórios palestinos.

O fim da cooperação de segurança entre palestinos e israelenses pode levar a graves tensões na região. As forças palestinas podem, por exemplo, se retirar de áreas sob seu controle na Cisjordânia, obrigando o exército hebreu a assumir esta responsabilidade. O Estado de Israel também se veria forçado a garantir os serviços públicos de saúde, transporte, além de abastecer com suprimentos os territórios palestinos.

Outra fonte de preocupação para Israel é que, com essa ruptura, os serviços de inteligência palestinos parem de compartilhar informações valiosas com os serviços israelenses, comprometendo a prevenção de atentados.

Abbas cobra recursos palestinos

No passado, os palestinos ameaçaram várias vezes suspender a cooperação na área de segurança, mas nunca consumaram essa advertência. Desta vez, a OLP está determinada a aplicá-la por causa da contínua colonização israelense nos territórios palestinos, as incursões frequentes do exército na Cisjordânia, além do congelamento das transferências fiscais devidas por Israel. Essa sanção, unilateral, estrangula financeiramente a organização.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que participou da reunião do Conselho, disse ontem à noite que Israel deve mais de € 400 milhões em impostos aos palestinos.

"Eles se recusam a nos pagar. Será que estamos lidando com um Estado ou com gângsters? Como é possível uma coisa dessas?", questionou, em tom indignado, o presidente palestino.

As decisões do Conselho Central da OLP devem agora ser ratificadas pelo Comitê Executivo da Organização, acrescentou o comunicado, sem informar as datas.

Estratégia de pressão

Após a adesão ao Tribunal Penal Internacional, a ruptura da cooperação de segurança é a nova arma empunhada por Abbas para pressionar Israel e a comunidade internacional a encontrar uma solução para a Palestina. Mas as consequências de uma tal decisão podem ser graves.

Ao mesmo tempo, o presidente palestino pediu a retomada das negociações de paz, qualquer que seja o primeiro-ministro israelense escolhido após as eleições de 17 de março. "Nós não temos nenhuma preferência para as eleições israelenses", disse ele. "Nós não vamos interferir em assuntos internos de Israel, quem for eleito será um futuro parceiro para discussão", acrescentou.

A OLP não especificou um calendário e, por enquanto, a cooperação segue na prática, destacam fontes militares de Israel na rádio estatal israelense.

Atentado em Jerusalém

Cinco pessoas ficaram feridas em um atentado na manhã desta sexta-feira (6) em Jerusalém. Segundo informações da polícia israelense, um motorista palestino atropelou deliberadamente um grupo de pedestres que aguardava o transporte público em uma rua movimentada de Jerusalém Oriental, a parte majoritariamente árabe da cidade. As autoridades tratam o incidente como uma ação terrorista.

Segundo a polícia, o motorista saiu de seu veículo e tentou esfaquear um transeunte, antes de ser ferido por um tiro de um guarda de segurança. Nenhuma das pessoas atingidas pelo carro sofreu ferimentos graves.

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