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Mundo

Grupo Estado Islâmico divulga vídeo de destruição de relíquias milenares no Iraque

media Jihadistas do grupo Estado Islâmico destruíram obras dos períodos assírio e helenístico, que datam séculos antes da era cristã. capture d'écran

O grupo radical Estado Islâmico divulgou na noite desta quinta-feira (26) um vídeo em que vários de seus integrantes destroem uma série de relíquias da era pré-islâmica no museu de Mossul, no norte do Iraque. As cenas de vandalismo chocaram as autoridades e especialistas, que classificaram o ato como “catastrófico”.

Os objetos destruídos são tesouros dos períodos assírio e helenístico e datam de vários séculos antes da era cristã. Especialistas confirmaram e lamentaram o ato de vandalismo, comparado à demolição dos Budas de Bamiyan pelos talibãs do Afeganistão, em 2001.

Orgulhosos dos atos de destruição, na montagem do vídeo os extremistas utilizaram até mesmo efeitos de slow motion et zoom. Para eles, essas antiguidades não são um patrimônio cultural. Ao contrário: elas ferem a ideologia do grupo onde a idolatria é condenada.

Na gravação, um jihadista não identificado, declara: "O profeta ordenou que destruíssemos estátuas e relíquias. Seus companheiros fizeram o mesmo quando realizaram conquistas depois dele”.

Ato catastrófico

A direção geral da Unesco pediu uma reunião de crise do Conselho de Segurança da ONU. Thomas Campbell, diretor do Metropolitan Museum de Nova York, classificou o ato de "catastrófico" e expressou sua enorme tristeza com o ocorrido.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, se pronunciou sobre o ato em sua conta no Twitter. “Sobre as estátuas destruídas em Mossul: uma parte do espírito de humanidade foi exterminado”, escreveu.

Cristãos assírios

A aliança liderada pelos Estados Unidos realizou ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico ontem no nordeste da Síria onde os extremistas sequestraram pelo menos 220 cristãos assírios nesta semana. Depois do rapto, cerca de 5 mil cristãos assírios abandonaram suas casas.

O Conselho de Segurança da ONU condenou a brutalidade dos extremistas. Em nota, os 15 países que integram o órgão destacam a ação “demonstra uma vez mais a brutalidade do grupo”, considerado responsável por milhares de crimes e abusos de pessoas de “todas as fés, etnias e nacionalidades sem levar em conta qualquer valor básico da humanidade.”

 

 

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