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Mundo

Boko Haram toma cidade e base militar na Nigéria

media John Kerry se reúne com o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan. REUTERS/Akintunde Akinleye

Combatentes do grupo islamista Boko Haram tomaram a cidade estratégica de Monguno e sua base militar, próximas do lago Chade, no nordeste da Nigéria, após violentos combates contra o exército nigeriano. Neste domingo, o secretário de Estado americano, John Kerry, realizou uma visita ao país e ofereceu o apoio dos Estados Unidos na luta contra os extremistas.

 

Autoridades militares confirmaram à agência AFP a perda do controla de Monguno. “Nós os enfrentamos a noite inteira, mas eles conseguiram tomar a cidade, inclusive as casernas militares”, afirmou um comandante nigeriano à agência AFP.

Monguno fica a 130 km ao nordeste de Maiduguri, a capital do estado de Borno. Essa cidade, uma das principais no nordeste do país, também foi palco de combates neste domingo. As autoridades relataram que “vários” combatentes islamistas foram mortos nos confrontos.

Todas as estradas da região foram fechadas e a atividade comercial foi paralisada. Os militantes começaram o ataque pelos subúrbios da cidade, na região de Njimtilo. Maiduguri é assediada há meses pelos insurgentes, que tentam criar um Estado islâmico. Os militantes controlam vastas áreas de Borno e algumas regiões dos estados vizinhos de Adamawa e Yobe.

Kerry oferece ajuda

Paralelamente, em visita à Nigéria, o secretário de Estado americano, John Kerry, prometeu que os Estados Unidos "vão continuar a apoiar o exército nigeriano na luta contra o Boko Haram". Em uma estadia de algumas horas na capital econômica do país, Lagos, Kerry disse que os americanos “estão prontos para fazer mais” para combater os radicais, mas isso dependerá do caráter “transparente e pacífico” das eleições presidenciais e legislativas, marcadas para o dia 14 de fevereiro.

O americano pediu para os nigerianos manterem a data prevista, apesar das ameaças que pesam sobre os eleitores do nordeste do país. “É absolutamente crucial que as eleições aconteçam de maneira pacífica. A comunidade internacional acompanha essa votação de perto”, declarou Kerry.

Com as autoridades nigerianas, o secretário de Estado falou sobre os ataques jihadistas e debateu sobre o futuro político do país.

O grupo promove uma insurgência sangrenta que já dura cinco anos, na tentativa de criar um Estado islâmico no nordeste da Nigéria, maior economia da África. A incapacidade do exército em deter os radicais se tornou um grande problema para o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, que tenta a reeleição em fevereiro.

Jonathan visitou Maiduguri no sábado, em campanha eleitoral. O candidato da oposição Muhammadu Buhari tinha uma visita à cidade marcada para segunda-feira.

As eleições se anunciam as mais disputadas desde o retorno à democracia na Nigéria, em 1999.
 

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