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Mundo

Sydney, o dia seguinte: dúvidas sobre atuação da polícia; brasileira baleada passa por cirurgia

media Flores foram depositadas no local do sequestro, em Sydney. REUTERS/David Gray

Foi apenas ao acordar, na manhã de terça-feira (16), que os australianos souberam do desfecho trágico do sequestro em um café de Sydney, após a invasão da polícia – evento acompanhado pelo mundo ocidental na tarde de segunda-feira em tempo real. Nos jornais australianos, as questões se multiplicam. O que queria Man Haron Monis? Por que dois reféns morreram na ação policial? A brasileira Marcia Mikhael, baleada na perna, passou por uma cirurgia na manhã de terça (horário do Brasil) e passa bem.

Das correspondentes da RFI na Austrália, Luciana Fraguas e Caroline Taix.

A atmosfera de tensão no dia seguinte ao fim do sequestro que durou 17 horas foi completada pela evacuação do Ministério das Relações Estrangeiras, em Camberra, após a identificação de um pacote suspeito.

Luciana Fraguas, correspondente da RFI na Austrália 16/12/2014 Ouvir

A Martin Place, local onde o tiroteio aconteceu, está coberta de flores. A população, ainda em choque, se reúne na praça. “É como se a Austrália tivesse perdido um pouco de sua inocência”, disse uma jovem de 30 anos, ao prestar suas homenagens. O primeiro-ministro, Tony Abbott, que elogiou a ação policial, declarou que agora o momento é de apoio aos familiares das vítimas.

Dois reféns morreram quando a polícia decidiu invadir o café Lindt: Katrina Dawson, de 38 anos e mãe de três filhos, e Tori Johnson, o gerente do café, que tinha 34 anos. Segundo o jornal australiano Daily Telegraph, Johnson teria morrido ao tentar tirar a arma das mãos do sequestrador.

Quatro pessoas foram levadas ao hospital, mas já foram liberadas. A única vítima a ficar mais tempo internada foi a brasileira Marcia Mikhael, que passou por uma cirurgia na perna. Ela levou um tiro e saiu carregada pelos policiais. Márcia está acompanhada do marido Jorge e passa bem.

Quem atirou nas vítimas?

Não se sabe ainda se as vítimas fatais foram mortas pelo atirador ou pela polícia durante o fogo cruzado. O atirador, que também foi morto, foi identificado como o iraniano Man Haron Monis. Ele já tinha passagem pela polícia e estava em liberdade condicional, após ter sido acusado de envolvimento no assassinato da sua ex-mulher.

A polícia disse que Monis agiu sozinho e que tinha problemas mentais. Ele tinha mandado cartas abusivas aos pais de soldados australianos que morreram na guerra do Iraque. A mídia atendeu ao pedido da polícia e não revelou nenhuma das demandas que o atirador fez durante o sequestro. Monis queria que “o mundo soubesse que a Austrália estava sob ataque do grupo Estado Islâmico”.

Os policiais decidiram invadir o local às 2h10 do horário local, 10 minutos após a saída brusca de sete reféns. Os agentes foram filmados atirando bombas de efeito moral antes de entrar no café. A polícia e até familiares dos reféns pediram que as mensagens passadas por eles durante o cerco nao fossem distribuídas nas mídias sociais, já que o atirador estava usando isso para se comunicar.

 

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