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Mundo

Brasileira está entre reféns em café na Austrália

media Segundo parentes da brasileira Marcia Mikhael, ela está entre as pessoas mantidas como reféns em um café na cidade de Sydney, na Austrália. facebook.co

As negociações para libertar cerca de 15 reféns detidos por um sequestrador em uma cafeteria de Sydney, na Austrália, prosseguem e devem entrar pela madrugada. A brasileira Marcia Mikhael, nascida em Goiás e residente no país, está entre os reféns. Ela entrou em contato com a família pelas redes sociais e disse que o homem é um membro do grupo extremista Estado Islâmico.

O sequestro começou as 10h da manhã desta segunda-feira (15), no horário local, quando eram 21h de domingo, em Brasília. O sequestrador invadiu o Lindt Chocolate Cafe, do bairro Martin Place, com uma arma de fogo e uma bandeira preta, onde se lê em árabe "Não há outro Deus que Alá, e Maomé é o mensageiro de Deus", a profissão de fé do islamismo.

A brasileira, feita refém durante a ação, mora em Sidney há vários anos. Segundo seu perfil no Facebook, ela trabalha como personal trainer e gerente de projetos. De acordo com informações publicadas na imprensa brasileira, Marcia teria enviado uma mensagem de texto ao marido pedindo socorro e dizendo que não queria morrer.

Página das redes sociais criada em homenagem a Márcia Mikhael. facebook.com

Amigos de Marcia criaram um perfil no Facebook de apoio à brasileira que já recebeu centenas de mensagens e pode ser compartilhado. 

Polícia negocia com sequestrador

A delegada-adjunta da polícia de Sydney, Catherine Burn, declarou que a polícia australiana pretende solucionar o sequestro de forma pacífica. "Nossa prioridade é garantir a segurança dos reféns", disse ela.

As imagens do sequestro retransmitidas para o mundo são captadas pelo canal australiano Channel Seven, que fica situado em frente à cafeteria Lindt do bairro de Martin Place, considerado o centro financeiro de Sydney. Prédios próximos do local foram evacuados por medida de segurança, assim como a Ópera de Sydney e o consulado dos Estados Unidos.

O sequestrador é um homem branco, de cerca de 40 anos. Ele usa barba, um lenço na cabeça e está com uma arma de fogo. Além da bandeira preta com a profissão de fé do islamismo, ele teria solicitado uma bandeira do grupo extremista Estado Islâmico, informação que foi confirmada pela refém brasileira.

O jornalista australiano Chris Reason, que acompanha o cerco policial do prédio do Channel Seven e tem uma visão privilegiada do café, acredita que o sequestrador detém cerca de 15 pessoas.

As autoridades australianas disseram que não farão comentários sobre as negociações em curso, nem sobre as reivindicações do sequestrador. Policiais interrogam cinco pessoas que conseguiram sair da cafeteria - três homens e duas mulheres empregadas no estabelecimento. Não se sabe se o grupo fugiu ou foi libertado pelo sequestrador.

De acordo com a imprensa australiana, baseada em informações postadas pelos reféns nas redes sociais, o homem exige falar com o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott. O sequestrador também teria dito que colocou bombas em dois outros pontos de Sidney, mas a polícia afirma que o incidente "está restrito a um único local".

Em um breve pronunciamento, o primeiro-ministro australiano evitou falar em ato terrorista. Ele afirmou desconhecer as intenções do sequestrador, embora tudo indique que o sequestro tem motivações políticas. Mas não está descartado que o homem seja um desequilibrado mental.

Estado de alerta terrorista "elevado"

A Austrália decretou estado de alerta terrorista "elevado" desde que se aliou aos Estados Unidos na coalizão internacional de combate ao grupo extremista Estado Islâmico, no Iraque e na Síria. Assim como na França, as autoridades temem que australianos que se juntaram aos jihadistas voltem ao país para cometer atentados.

Em setembro, a polícia desmantelou duas tentativas de ataque. Uma delas previa a decapitação de um cidadão escolhido aleatoriamente; em outra operação, um adolescente foi abatido por policiais em Melbourne depois de ferir dois agentes da brigada antiterrorista com uma faca.

Falando em "crime", a principal entidade religiosa muçulmana da Austrália, que reúne 40 líderes religiosos, condenou o sequestro na cafeteria.

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