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Mundo

Dois franceses estariam entre os jihadistas em vídeo do grupo Estado Islâmico

media Abdallah al Faransi, codinome de Maxime, francês da Normandia que se juntou aos jihadistas. © DR

Especialistas em jhadismo acreditam ter identificado de um a dois franceses no vídeo em que o grupo ultrarradical Estado Islâmico reivindicou, neste domingo (16), o assassinato do americano Peter Kassig e de outros 18 soldados sírios. Um dos algozes que decapitou um militar sírio seria o francês Maxime Hauchard, 22 anos, natural da Normandia, conhecido como Abu Abdallah al-Faransi.

Com informações do jornalista da RFI África, David Thompson.

Além dele, um segundo francês estaria entre os algozes do grupo executado, além de cidadãos britânicos. O ministro do Interior francês confirmou a informação na manhã desta segunda-feira (17) e disse estar trabalhando para traçar o perfil de um de seus compatriotas.

Maxime, que nasceu no departamento de Eure, região da Alta Normandia, teria aderido ao grupo Estado Islâmico há pouco mais de um ano. A partir da Síria, onde vive, ele parece passar bastante tempo nas redes sociais, como prova o seu perfil no Facebook, onde posta fotos armado. São estas fotos que estão ajudando na sua identificação. No vídeo, ele aparece por apenas alguns segundos.

Britânico já matou cinco

Um dos líderes jihadistas é o britânico que está sendo chamado pela imprensa de seu país de "Jihadi John". Ele já decapitou cinco reféns ocidentais e foi identificado graças a seu forte sotaque da periferia de Londres.

O jornal Mail on Sunday chegou a publicar, antes da veiculação do vídeo, que "Jihadi John" teria sido ferido em um dos ataques americanos no Iraque. Na filmagem deste domingo, ele aparece diversas vezes, anuncia o assassinato do refém americano e ameaça o primeiro-ministro britânico David Cameron dizendo que a organização começará em breve a massacrar cidadãos ingleses em seu próprio território.

Não é possível saber quando o vídeo foi filmado, o que pode ter acontecido antes do ataque relatado pelo Mail on Sunday. A operação militar visava uma reunião de dirigentes do grupo Estado Islâmico em uma cidade iraquiana próxima à fronteira com a Síria, no último dia 8. O Mail cita uma enfermeira que afirma ter atendido um homem chamado Jalman al-Britani, o nome de guerra de "Jihadi John".

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