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Mundo

Homem forte de Burkina Fasso, Isaac Zida promete governo de transição

media O tenente-coronel Isaac Zida assumiu a liderança de Burkina Fasso no último sábado (1). REUTERS/Joe Penney

Pressionado pelo movimento popular e pela comunidade internacional, o homem forte de Burkina Fasso, o tenente-coronel Isaac Zida, prometeu nesta segunda-feira (3) instaurar a transição política no país "o mais rápido possível". A declaração foi feita durante uma reunião do líder com diplomatas na capital Uagadugu.

“O poder executivo será conduzido por um órgão de transição previsto na Constituição”, disse Isaac Zida, acrescentando que a medida será colocada em prática “o mais rápido possível”. “Este órgão de transição será dirigido por uma personalidade designada por todos os envolvidos na política nacional”, ressaltou.

A Constituição burquinense, suspensa pelos militares na última sexta-feira (31), previa que o presidente da Assembleia assumisse o poder como intermediário, em caso de ausência do presidente. No entanto, foram os próprios militares que anunciaram a dissolução da Assembleia do país depois que o então presidente Blaise Comparoé renunciou.

Zida continua as negociações com as forças políticas burquinenses e com a diplomacia africana e ocidental, entre elas, a da França e a dos Estados Unidos. As Forças Armadas garantem que estão engajadas em trabalhar pela transição política.

Fim de semana violento

Após um fim de semana violento, Uagadugu amanheceu relativamente calma nesta segunda-feira. Os comércios reabriram e a população voltou a circular normalmente pelas ruas. Mas, três dias após a demissão de Compaoré, a oposição segue insatisfeita com a tomada do poder pelas Forças Armadas e denuncia um golpe militar no país.

Ontem, milhares de manifestantes protestaram na capital. Em frente à sede da televisão e da rádio pública, a polícia dispersou o protesto com bombas de gás lacrimogênio e atirou contra os manifestantes. Um homem morreu, vítima de uma bala perdida. O acesso à Praça da Nação, reduto do movimento de contestação, foi fechado pelas forças de segurança.

Comunidade internacional pressiona militares

A comunidade internacional condenou a tomada do poder pelos militares. Os Estados Unidos criticaram a tentativa do Exército de "se impor sobre o povo" e exigiram "a transferência imediata do poder" às autoridades civis. Washington anunciou que pode bloquear a cooperação militar com Burkina Fasso, caso a crise não seja resolvida.

A União Africana lembrou que as Forças Armadas têm o dever de conduzir a transição de poder e agir dentro do espírito republicano. Já o representante da ONU para a África do Oeste, Mohammed Chambas, fez um apelo para que os militares obedeçam a Constituição.

Uma reunião do Conselho da Paz e da Segurança da União Africana sobre Burkina Fasso será realizada na tarde desta segunda-feira na sede da organização em Adis Abeba, na Etiópia.

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