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Mundo

Jihadistas anunciam decapitação de refém britânico Alan Henning

media O trabalhador humanitário Allan Henning, assassinado pelo grupo EI na Síria. Twitter

Em um vídeo, o grupo Estado Islâmico reivindicou o assassinato do trabalhador humanitário britânico Alan Henning, em represália aos ataques aéreos britânicos no Iraque. A notícia foi divulgada nesta sexta-feira (3) pelo SITE - Centro americano de vigilância de sites islâmicos.

Em um vídeo intitulado "uma nova mensagem à América e seus aliados" pode-se ver a mesma cena dos crimes anteriores, dos quais foram vítimas dois americanos e um outro cidadão britânico.

Alan Henning aparece de joelhos, vestido com o mesmo traje cor de laranja (que lembra os uniformes dos prisioneiros de Guantânamo). Ele pronuncia uma frase curta antes do seu carrasco tomar a palavra e acusar o Parlamento Britânico de ser o responsável por sua morte. Para o SITE (Centro americano de vigilância de sites islâmicos), o homem, cuja voz parece ter sido alterada eletronicamente, tem um sotaque britânico e parece ser o mesmo que matou o outro refém britânico, David Haines, em meados de setembro.

No fim do vídeo, que dura um minuto e 11 segundos, o EI apresenta um outro refém norte-americano, Peter Kassig, e o ameaça de morte se a coalizão continuar atacando o seu grupo.

Alan Henning é o quarto refém ocidental executado pelo grupo Estado Islâmico na Síria. Os outros foram os jornalistas americanos James Foley (vídeo divulgado em 19 de agosto), Steven Sotloff (vídeo divulgado em 2 de setembro), o humanitário David Haines (vídeo divulgado em 13 de setembro).

Reações

O primeiro-ministro britânico David Cameron ficou indignado com a morte brutal  de Allan Henning. "Este crime odioso mostra o quanto estes terroristas são bárbaros. Meus pensamentos e orações vão nesta noite para Barbara, sua esposa, e aos seus filhos", declarou Cameron, lembrando que "Alan foi à Síria para ajudar as pessoas, independentemente de suas religiões".

A Casa Branca também reagiu,afirmando que esta decapitação é a nova prova da brutalidade do grupo Estado Islâmico.

 

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