Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/09 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 21/09 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 21/09 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 21/09 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 21/09 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/09 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/09 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Europa

Ucrânia acusa Rússia de mobilizar milhares de militares na Crimeia

media O exército ucraniano afirmou que a Rússia mobilizou cerca de 4 mil soldados na fronteira com a Crimeia. REUTERS/Pavel Rebrov

O governo ucraniano acusou nesta quinta-feira (18) a Rússia de ter posicionado 4 mil soldados ao longo de sua "fronteira administrativa" com a Crimeia. A denúncia é feita horas antes do encontro, em Washington, entre os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Ucrânia, Petro Porochenko.

Essa demonstração de força na península ucraniana, anexada em março pela Rússia, acontece depois das declarações favoráveis de Moscou às propostas do presidente Porochenko de tentar acabar com o conflito no leste da Ucrânia.

Segundo o porta-voz do exército ucraniano, Andrii Lyssenko, "quase todas as unidades russas estacionadas na parte norte da Crimeia ocupada, aproximadamente 4 mil soldados, estão posicionadas na fronteira administrativa com a Ucrânia, e com todos seus equipamentos e munição".

Esse deslocamento de soldados foi anunciado na terça-feira pelo ministro russo da Defesa, Serguei Choigou. Segundo ele, a necessidade de mobilizar as tropas na Crimeia leva em conta a "expansão do dispositivo militar (do sul da Rússia) após a integração da Crimeia".

O ministro também fez referência ao agravamento da crise (ucraniana) e ao aumento das forças estrangeiras perto da fronteira russa. Na segunda-feira, tiveram início exercícios militares reunindo 15 países, entre eles, os Estados Unidos.

A diplomacia ucraniana expressou "grande preocupação" e acusou Moscou de tentar "desestabilizar a situação em toda a região". Kiev teme a criação de uma área sob controle dos separatistas pró-russos que se estenderia da fronteira russo-ucraniana até à fronteira "administrativa" entre a Ucrânia e a Crimeia. Tal cenário representaria uma "ponte terrestre" entre a Rússia e a região da Crimeia.

Porochenko vai pedir "status especial"

Segundo a Otan, 20 mil soldados russos estão distribuídos ao longo da fronteira russo-ucraniana, especialmente na região de Rostov. A Aliança Atlântica afirma que mil soldados russos se encontram no leste da Ucrânia. Moscou desmente categoricamente essa afirmação.

No terreno diplomático, o presidente ucraniano, Petro Porochenko, tem encontro agendado com o democrata Barack Obama em sua primeira visita à Washington como chefe de Estado. Ele vai falar diante do Congresso americano e deverá pedir a Obama um "status especial" para a Ucrânia como um aliado não-membro da OTAN. Essa iniciativa é mal vista por Moscou e deve acirrar ainda mais a tensão entre a Rússia e os países ocidentais devido ao conflito no leste da Ucrânia que já deixou 2.900 mortos.

A crise já levou os Estados Unidos e a União Europeia a anunciar uma série de sanções econômicas contra Moscou. Segundo o presidente Putin, as sanções violam os princípios da Organização Mundial do Comércio.
 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.